DEZ DICAS DA ARTE DE CONVERSAR 1& ordm; OUÇA COM ATENÇÃO Muitas vezes nos concentramos tanto no que tencionamos dizer que não ouvimos realmente o que a outra pessoa está dizendo. Se você ouvir ativamente os outros, eles prestarão mais atenção quando chegar a sua vez de
falar.
2º FALE SOBRE COISAS QUE INTERESSAM A OUTRA PESSOA Diz um psicólogo:
"O encanto da CONVERSA consiste menos em demonstrar o próprio espírito do que em abrir caminho para que o outro sujeito demonstre o seu". Quando se estimula o outro a falar sobre seus assuntos prediletos nunca há razão para preocupar-se com silêncios constrangedores e geralmente se fica tão absorvido que não há tempo para acanhamento... que é o maior obstáculo para uma conversa espontânea.
3º EVITE MINÚCIAS DESINTERESSANTES "O segredo de ser cansativo consiste em contar tudo", advertiu Voltaire. Todos nós conhecemos a pessoa que faz disgreções e nunca omite um fato desnecessário. "Não sei bem se foi numa sexta ou num sábado. Mas, deve ter sido por volta de dez e meia, porque eu acabava de sair da casa de meu irmão, do outro lado do parque, e depois..." Muito antes de o narrador chegar ao clímax de sua história, já estamos exaustos.
4º EVITE EXPRESSÕES CEDIÇAS Não deixe que o apontem como
"uma pessoa de poucas palavras, que as usa continuamente"; algumas mulheres arrulham a palavra "maravilhoso", "Só mesmo você", "Está entendendo?". Fuja dessas
frases estereotipadas. E não faça citações de si mesmo. São poucas as pessoas espirituosas como Bernard Shaw, que podia gracejar:- Cito-me freqüentemente. Isso dá sabor à minha conversa!
5º FALE COM PRECISÃO Pare um instante para disciplinar suas palavras antes de falar; não mergulhe a cabeça numa frase, esperando que acabe dando certo.
Evite pular de um tópico para outro; a conversa é mais interessante quando se prolonga um assunto por muito tempo para apreciá-
lo do
ponto de vista de quem dá e de quem recebe.
Muitos de nós somos culpados de tornar difícil a compreensão de nossas conversas com cacoetes e hesitações. Olhe de frente a pessoa com quem estiver conversando, em vez de olhar para ela e não ponha a mão em frente da boca para falar indistintamente. Não se deve ser necessário que lhe peçam para repetir o que disse.
6º FAÇA AS PERGUNTAS ADEQUADAS Os bons entrevistadores - repórteres, advogados, psiquiatras, etc. - sabem que uma pergunta bem concebida e bem formulada ajuda a outra pessoa a se expandir. Indica um
interesse sincero por ela e pelas suas opiniões.
Uma pergunta convencional, no gênero de "Como vão as coisas?" ou "Que há de novo?" não tem sentido. Por outro lado, perguntas do tipo:
"Como foi que o senhor começou o seu negócio?" ou
"Se tivesse de começar a vida de novo, escolheria esta cidade para morar?" indicam um interesse sincero. E frases discretas como "Não acha?" ou "Qual é a sua opinião?" muitas vezes mantém a própria pessoa falando e evitam que nós falemos demais.
7º APRENDA A DISCORDAR SEM SER DESAGRADÁVEL Muitas vezes o que mais importa não é o que diz, mas a maneira de dizê-lo.
Benjamim Franklin costumava observar diplomaticamente: "Neste ponto eu concordo. Mas há outro em que peço licença para fazer uma restrição".
Uma discussão amistosa muitas vezes enriquece uma conversa, mas não comece a discutir com uma declaração indiscriminada como esta: "detesto advogados; são todos uns chicanistas". Tal observação dogmática fará com que todos os grupos tomem partido com uma violência que não permite conversação educada.
É importantíssimo não contradizer sumariamente pessoa alguma mesmo quando se tenha certeza de que ela está errada. Use de sutileza.
8º EVITE INTERROMPER OS
Mais resumos sobre A arte de conversar