Coincidindo no tempo com a conquista da independência da ex-colónias portuguesas em África, a
economia mundial entrou em 1974-75 num período de profunda crise, cujas manifestações mais evidentes se prolongaram durante uma década e penalizaram, e penalizam ainda, duramente os países do 3&
ordm;Mundo, em particular os mais pobres. Embora com flutuações de curto e médio prazo, que são características do funcionamento da economia capitalista, pode dizer-se que, no pós-guerra, e até ao início dos
anos 70, se assistiu a um período de
crescimento económico e de expansão do comércio internacional. Esse processo de crescimento económico acelerado, não permitiu ao 3ºMundo conquistar uma maior participação quer no produto mundial, quer no comércio mundial. Na 2&
ordf;
metade dos anos 70 e na 1ª metade dos anos 80, em vez de se reduzirem ou desfazerem, reforçaram-se os múltiplos laços de dependência dos países subdesenvolvidos da América Latina, de África e da Ásia em relação aos capitalismos avançados. Sendo o subdesenvolvimento manifestação de determinado sistema (capitalista) de relações económicas internacionais, a sua superação implicava necessariamente a ruptura ou, pelo menos, a “desconexão” com esse sistema.
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