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Shvoong Home>Ciências Sociais>Resumo de Beleza Americana

Beleza Americana

Resumo do Artigo   por:JorgeMacedoCosta     Autor : Sam Mendes
ª
 
A Instituição da "beleza americana"
Artigo sobre o filme Beleza Americana
Jorge Macedo Costa
O que significa “ser belo?” Longe de pretender-me um literato folclórico não poderia, no entanto, deixar passar nessa discussão, que traça um paralelo entre essa questão e o filme “Beleza Americana”, a resposta que melhor se encaixa a ela: o velho ditado popular “pra quem ama o feio bonito lhe parece”, que cai como numa luva dentro desse questionamento. Digo isso por anotar dois pontos principais desse filme que me remete a esse pensamento, quais sejam “o que é ser belo” e “o que é ser belo nos padrões americanos”. A respeito do primeiro ponto, é interessante a título de reforço destacar o pensamento de Fichte sobre o belo: “a feiúra ou beleza de um objeto depende do ponto de vista do contemplador: a beleza não está localizada no mundo, mas na alma bela. A arte, então, é a manifestação dessa bela alma e o seu objetivo é a educação, não apenas da mente ou do coração, mas do homem inteiro”. No caso de se considerar essa afirmação equivoca, então como explicar o fascínio de uma pessoa por um saco atritado por correntes de vento? Ela também além de explicar a gênese do velho ditado, de quebra reforça ainda mais a tese de que o belo estar intimamente ligado à sentimentalidade e a espiritualidade. Essa tese é também perfeitamente aplicável na arte quando ela bate de frente com conceitos morais, pré-estabelecido socialmente. Por falar em bater de frente, “beleza Americana” faz exatamente isso com a instituição da beleza americana. Essa beleza que está estampada na pele de uma de uma menina que é capaz de chegar a extremos para diferenciar-se das demais, e que por isso torna-se tão comum como qualquer outra garota, ou ainda de um pai extremamente conservador que é impedido pelo “jeito americano de ser” de ter controle sobre seu filho, mesmo que pense ter, trás a tona uma questão muito interessante: “por que eles fazem tanta questão de manter essa instituição, quando se percebe que sua estrutura já ruiu há muito tempo em conseqüência de sua própria exacerbação?”.
Não seria porque ‘não tem nada pior do que ser comum’ ou porque é vergonhoso admitir suas ‘limitações e defeitos’ e por isso precisam esconder-se atrás de uma mascara? Ou seria porque eles sentem vergonha da feiúra que se sobrepõe à beleza, isto é, um país de gordos, racistas, tiranos e que se orgulham de um império econômico que contribui com 25% para o fim do mundo? Não podemos no entanto apontar o dedo para a ‘beleza americana’, pois uma coisa é certa,”Beleza Americana” aponta quatro pra dentro de cada um de nós. Nesse ponto considero que esteja a idéia principal do filme. Ele põe o dedo no olho de toda a sociedade capitalista mundial no que se refere aos padrões éticos e de beleza imposta por essa sociedade, com uma ressalva a crítica que se faz ao individualismo americano, no sentido de quererem ser os melhores. No mais, o que “é ser belo?” O filme só veio reforçar o meu conceito. Você me acha belo? Se não, há quem ache, pelo menos mamãe!
Publicado em: 18 janeiro, 2008   
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