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(Cecília Meireles)
A
poesia brasileira, na segunda
fase do modernismo, vivia seus melhores momentos. Era uma geração despreocupada com as questões imediatistas da geração de 22. Percebe-se, do ponto de vista literário, uma maturidade, pois não há mais a necessidade de escandalizar os meios acadêmico-culturais - tônica da Geração de 22 -, mas de levar adiante
o projeto de liberdade de expressão. Nota-se a presença de versos livres e de sonetos voltados para as questões universais do homem e para os problemas
de uma sociedade capitalista. Verificam-se ainda reflexões sobre o fazer
poético, além do misticismo e da religiosidadeNessa fase encontram-se poetas como: Carlos Drummond de Andrade,
com
poesias sociais e de combate e reflexões sobre o papel do homem no mundo; Jorge de Lima, com poesias metafóricas e metafísicas; Murilo
Mendes, com poesias surrealistas; Vinícius de Moraes, cuja poesia caminha cada vez mais para
a percepção material da vida, do amor e da mulher, e Cecília Meireles, que envereda pela direção
da reflexão filosófica e existencial, sendo a
autora objeto deste estudoCecília Benevides de Carvalho Meireles (1901-1964) é a primeira grande escritora da
literatura brasileira e a principal voz feminina de nossa poesia moderna. Sua obra privilegia a riqueza do
léxico, numa linguagem que explora os símbolos e as imagens sugestivas, sobretudo os de forte
apelo sensorial, enveredando inclusive pela musicalidadeA rigor, Cecília Meireles nunca esteve filiada a nenhum movimento literário. Sua poesia, de
modo geral, filia-se às tradições luso-brasileiras. Apesar disso, suas publicações iniciais -
Espectros (1919), Nunca mais... e
poemas dos poemas (1923) e Baladas para El-Rei (1925) - evidenciam certa inclinação para o Simbolismo. Essa tendência é confirmada pela participação
da autora na revista carioca Festa, órgão literário de orientação espiritualista que defendia o universalismo e a preservação de certos valores tradicionais da poesia. Mário de Andrade
enfatiza a sua qualidade artística, mostrando-nos a grande importância dessa poetisa em
nossa literatura:
Uma palavra caída das montanhas dos instantes desmancha todos os mares e une as terras mais distantes. (Cecília Meireles) A poesia brasileira, na segunda fase do modernismo, vivia seus melhores momentos. Era uma geração despreocupada com as questões imediatistas da geração de 22. Percebe-se, do ponto de vista literário, uma maturidade, pois não há mais a necessidade de escandalizar os meios acadêmico-culturais - tônica da Geração de 22 -, mas de levar adiante o projeto de liberdade de expressão. Nota-se a presença de versos livres e de sonetos voltados para as questões universais do homem e para os problemas de uma sociedade capitalista. Verificam-se ainda reflexões sobre o fazer poético, além do misticismo e da religiosidade. Nessa fase encontram-se poetas como: Carlos Drummond de Andrade, com poesias sociais e de combate e reflexões sobre o papel do homem no mundo; Jorge de Lima, com poesias metafóricas e metafísicas; Murilo Mendes, com poesias surrealistas; Vinícius de Moraes, cuja poesia caminha cada vez mais para a percepção material da vida, do amor e da mulher, e Cecília Meireles, que envereda pela direção da reflexão filosófica e existencial, sendo a autora objeto deste estudo. Cecília Benevides de Carvalho Meireles (1901-1964) é a primeira grande escritora da literatura brasileira e a principal voz feminina de nossa poesia moderna. Sua obra privilegia a riqueza do léxico, numa linguagem que explora os símbolos e as imagens sugestivas, sobretudo os de forte apelo sensorial, enveredando inclusive pela musicalidade. A rigor, Cecília Meireles nunca esteve filiada a nenhum movimento literário. Sua poesia, de modo geral, filia-se às tradições luso-brasileiras. Apesar disso, suas publicações iniciais - Espectros (1919), Nunca mais... e poemas dos poemas (1923) e Baladas para El-Rei (1925) - evidenciam certa inclinação para o Simbolismo. Essa tendência é confirmada pela participação da autora na revista carioca Festa, órgão literário de orientação espiritualista que defendia o universalismo e a preservação de certos valores tradicionais da poesia. Mário de Andrade enfatiza a sua qualidade artística, mostrando-nos a grande importância dessa poetisa em nossa literatura:
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