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Shvoong Home>Ciências Sociais>Resumo de Manuscritos econômico-filosóficos

Manuscritos econômico-filosóficos

Resumo do Livro   por:MateusBoni     Autor : Karl Marx
ª
 
Os Manuscritos econômico-filosóficos foram publicados muito tempo após a morte do seu autor, por volta dos anos trinta do século XX. Eles contém uma reflexão sobre conceitos filosóficos profundos, que dizem respeito à existência concreta do ser humano, suas relações com a natureza e com os seus semelhantes. Seguem-se algumas anotações sobre idéias que eu tive enquanto lia esta obra de Marx-A história humana é produto de dois processos que não apenas são reciprocamente necessários, mas também são universais de fato, pois acontecem em todos os lugares e épocas aonde existiu uma sociedade humana. Tais processos são as relações que os seres humanos estabelecem com a natureza, e as relações que os seres humanos estabelecem entre si. O processo de apropriação do mundo natural pelo homem consiste em uma transformação destes elementos materiais, através do qual são produzidos objetos que satisfazem determinadas necessidades humanas (biológicas, econômicas e psicológicas). Esta atividade é o trabalho, cuja força produtiva, aplicada à matéria natural, humaniza-a, criando não apenas objetos, mas novas realidades ecológicas (a geografia atual explora ricamente este tema), e essa transformação é a realização tanto dos objetivos da sociedade quanto do seu poder sobre a natureza. Transformar a natureza, porém, é também transformar a si mesmo. A produção dos bens necessários à vida possui uma ligação necessária com a produção da própria vida do homem, sociológica e psicologicamente; o trabalho não produz apenas os objetos, produz também os próprios produtores; a evolução das forças produtivas liga-se dialeticamente com a evolução das relações de produção, e ambas, como unidade, possuem uma relação com a formação da consciência e da cultura. O trabalho é fundamento da existência humana, ao domínio da natureza corresponde a organização social, e vice-versa. Processos de socialização, poder, conflito, etc. estão unidos, de modo recíproco e antagônico, aos processos produtivos.-A alienação consiste em um processo da evolução social. Significa, de maneira sintética, a dominação dos seres humanos pelas suas próprias criações, a redução do homem a um escravo dos objetos que ele próprio produziu, a submissão da subjetividade a um mundo subjetivo que, no entanto, é produto da potência criadora daquela subjetividade. O criador é controlado pelas criações, como na religião, o mito torna-se o tirano da humanidade, criadora dos mitos. Este aspecto pode ser analisado sob diversos pontos de vista, como o ascetismo calvinista que, segundo Max Weber, seria o espírito do capitalismo. Embora a hipótese weberiana erre ao dizer que o ascetismo intramundano foi a causa eficiente que criou o capitalismo (sabemos que a gênese do capitalismo se deve ao comercio colonial, às revoluções burguesas e à destruição da produção familiar tradicional), a ligação entre a sociedade capitalista e o ascetismo é mais um aspecto da redução do homem a servo das coisas e a sua ingênua idolatria por essas coisas, principalmente o dinheiro.
O protestante ascético, diz Weber, é o homem que renuncia ao prazer e à felicidade, principalmente ao mais sublime deleite espiritual. A sua abstinência tem como objetivo o enriquecimento, a acumulação do poder do dinheiro. Seria ingênuo pensar que tal fenômeno seja a força produtiva que deu origem ao capitalismo, embora a ascensão social dentro de uma sociedade capitalista já formada possa ser favorecida por esta paixão mística pelo dinheiro, e o que acontece neste caso é uma espécie de seleção, por parte da sociedade, dos indivíduos que mais mergulham na alienação. Por outro lado, indivíduos da burguesia podem se sentir atraídos pelos ideais ascéticos, pelo fato de que esta ideologia diviniza a acumulação de capital. Seria, como nos explica a psicanálise, uma racionalização de um interesse irracional. A alienação, pela teologia calvinista, se sacraliza, da mesma forma que o liberalismo a naturaliza. Ambas estas ideologias a sancionam e legitimam. Legitima não apenas por supor uma origem cheia de nobres ideais religiosos ao capital, mas também por. O esbanjamento, por outro lado, o consumo dos ricos. Demanda supérflua, voltada para a ostentação e ignorando a plenitude de necessidades da vida humana, ou até mesmo reprimindo estes desejos.-O individualismo moderna, com a sua promessa não cumprida de liberdade, representa na verdade a mais completa submissão à coletividade alienada e reificada. A divisão do trabalho é um fator ao mesmo tempo integrador e fragmentador, mas o seu resultado, a multiplicação da força produtiva do trabalho, é acompanhada da perda progressiva da noção do processo produtivo como um todo, por cada um dos membros que cooperam nesta produção; representa também um aprofundamento da dependência mútua entre os homens. Essa totalidade social submete cada uma das suas partes constituintes mais firmemente na medida em que aumenta a divisão em tarefas, isolando o indivíduo dos seus semelhantes enquanto o submete à sociedade, que passa a atuar de maneira independente das decisões individuais. Como conseqüência, os homens que vivem sob o modo de produção capitalista vão se tornando cada vez mais impotentes em relação ao funcionamento da sociedade. Embora façam parte de uma unidade cada vez mais firme, são isolados uns dos outros, ao mesmo tempo em que uma ordem social cega domina as suas vidas.
Publicado em: 28 dezembro, 2007   
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