Considere a questão moral essencial, O que devo fazer
para
me manter íntegro com meus
valores, ética ou senso de significado?
Daniel
Goleman, escritor de Inteligência Emocional e Inteligência Social tem
argumentado que a resposta para esta pergunta vem a nós primeiramente como um
senso de “retidão” ou “injustiça”, e apenas depois disso explicamos para nós
mesmos porque isto talvez seja assim. Em Inteligência Social
ele descreve os circuitos cerebrais da “baixo- estrada”, a qual gerencia tais
respostas espontâneas e automática às questão da vida. Segundo Goleman, estes
sistemas neurais estão refinadamente conectados com os centros emocionais do
cérebro – e com o intestino, mas não com o cérebro pensante (o neocórtex).
Nossas primeiras respostas morais surgem como um sentido, intuição, não um
pensamento. Em Inteligência
Emocional ele argumentou que nossa capacidade de autoconsciência
e reflexão nos deixa melhor afinados com tais sinais, os quais podem ser
verdadeiramente sutis.
O
autor descreve que Jonathan Haidt, um psicólogo na universidade de Virgínia e
autor de “The Happiness Hypothesis” (“A Hipótese da Felicidade”), oferece uma
teoria que explica simplesmente porque isto talvez seja assim. Haidt vê nosso
senso moral como o resultado de dois sistemas neurais. O mais arcaico, circuito
moral localizado mais abaixo no cérebro, evoluiu antes do domínio do pensamento
lógico e da linguagem em nossa espécie. Esse circuito opera espontaneamente,
nos dando aquela “reação de intestino” que nos permite exercer uma segunda
decisão. Ele chama isso de “Intuição moral”.
Uma
aquisição mais recente do cérebro, com circuitos no neocórtex, evoluiu junto
com a linguagem. Esse sistema opera mais lentamente, e nos deixa dá palavras as
nossas intuições morais, explicando nossa argumentação ética – ou pelo menos
brotando como uma explicação plausível as nossas “reações de intestino”. Haidt
chama isto de “julgamento moral”. Filósofos escrevem no nível de julgamento
moral; nossas respostas cotidianas são mais frequentemente reguladas por nossa
intuição moral.
Haidt
tem uma teoria fascinante, segundo Goleman, de cinco principais regras morais,
encontradas na maioria das culturas, que os sistemas do cérebro relacionados
com a intuição moral parecem reforçar. Códigos éticos tradicionais e virtudes
são construídos sobre estes pontos: 1. Previna
danos físicos, assim nós protegemos a vulnerabilidade e refreamos nossos
impulsos violentos – e dos outros; 2. Faça aos outros o que deseja que eles
façam a você – o princípio moral universal (a regra de ouro); 3.
Respeite autoridade, sendo que nos distinguimos daqueles que mantém o poder social – e
protegemos aqueles que dependem de nós; 4. Seja fiel, o qual nos leva a agir
para proteger os interesses de nossa família ou dos grupos com os quais nos
identificamos mais fortemente; 5. Respeite santidade – siga os rituais
compartilhados e regras para viver corretamente.
Enquanto os específicos desta lista
podem ser argumentados, revela o papel chave que o julgamento moral tem, também.
Por exemplo, a máxima “respeite autoridade” faz sentido na maioria das
situações, mas não se nós vivemos dentro de uma grade de tirania governamental.
A regra para “ser fiel” aos grupos com os quais nos identificamos pode ser
distorcida, chegando ao pensamento extremo “Nós ou Eles” para justificar
terrorismo e guerra.
Estes
cinco princípios neurais evoluíram, argumenta Haidt, porque eles ajudaram
nossos ancestrais a sobreviver juntos num ambiente de dentes e garras. E eles
também foram essenciais para o crescimento da civilização – para que a vida
social siga suave e equilibradamente excessos de egoísmo individual necessitam
ser refreados.