RESUMO: LAUREN SLATER –
Mente e
cérebro – o
livro Hoje eu tô com a macaca! Lauren Slater, 39 anos, é
uma daquelas mulheres bonitas e inteligentes que, logo que aparecem na mídia, são candidatas a ‘musa da estação’. Comprei o livro dela no sebo. Fui procurar A vida, modo de usar, do Georges Perec e acabei saindo com Mente e Cérebro, da autora. Ela tem, no mínimo, uma maneira diferente de abordar os
experimentos da
psicologia social. Fez alguns livros bem recebidos no meio acadêmico. O que comprei tem o título original Opening Skinner’s box (Abrindo a Caixa de Skinner). Acho que o editor e o tradutor preferiram estender o conteúdo a um potencial maior de leitores leigos. Mente e Cérebro atrai mais. Só que o livro é sobre ‘dez experiências impressionantes sobre o comportamento humano’. Quem acha que vai encontrar coisas técnicas sobre cérebro e mente... pára no primeiro capítulo. Eu sou curioso a respeito do nosso comportamento. As guinadas que damos para acompanhar as viradas de uma situação me impressionam. Por exemplo, o Atlético Paranaense estava na bica para ser campeão da Libertadores. Aqui, era uma motivação só. Todos os torcedores atleticanos já contavam com o ovo no fiofó da galinha. Depois dos vexaminosos 4 x 0, mudaram imediatamente de atitude dizendo que ser vice da Libertadores era o máximo. Um coro imenso de torcedores entoando o mesmo bordão: Vice da Libertadores! Estou no sétimo capítulo do livro. Passei pela caixa de Skinner, pela obediência à autoridade do Milgram, pelo ser são em lugares insanos, pelo manual de treinamento de Darley e Latané, pelos experimentos de Leon Festingerr, pelos primatas de Harry Harlow e entro agora no parque dos ratos. Todos são impressionantes relatos. Lauren Slater escreve em linguagem ‘popular’, sem preciosismos psicológicos. Mas, ela não tira muitas conclusões ‘conclusivas’. Porque os experimentos são antigos, ela tem acesso a participantes, arquivos e relatos. Visita o lugar escuro onde está a caixa de Skinner (onde o psicólogo supostamente prendeu a filha bebê durante dois anos. E por isso foi execrado.) Na verdade, ele inventou uma cama cheia de confortos – sem arestas, macia, etc. Mas, a mídia caiu de pau. Isso me intriga, também: a atitude reducionista que a gente precisa ter diante dos fatos da vida. Para nossa cabeça não dar muitas voltas, a gente reduz tudo: Tevez (Carlitos Tevez, jogador) = Briguento. Pronto, nossa cabeça fica em paz. Outra coisa que sempre pensei: a cega obediência às autoridades. Como é que todos aqueles nazistas não diziam não à matança de judeus? Nenhum titubeava? Punham a cabeça descansada no travesseiro? Stanley Milgram experimentou: pegou pessoas comuns e, mediante pagamento, disse que elas tinham que dar
choque num cara que estava em outra sala. Era assim: a pessoa lia palavras e pedia que o cara que ia levar choque repetisse. Cada erro, um choque. O cara, lógico, não recebia choque nenhum e errava de propósito. Milgram descobriu que 65% das pessoas comuns, bem comandadas, elevaram a potência do choque até o maior grau: o letal. Chocante descoberta. A macaca do título vem do ensaio sobre os primatas e o amor, experimentos de Harry Harlow. Ele descobriu, para espanto do mundo, que o amor existe. Isso, ensaiando com macacos rhesus. Que a gente precisa de afeto, carinho e tudo mais para ser gente. Será? Não perca os próximos capítulos. Lauren Slater continua dando pano para manga. É muito legal. Gostou, vote, dê nota, indique e seja bem feliz! Abraços, Werneck
Mais resumos sobre LAUREN SLATER – Mente e cérebro – o livro