O início da formação da “nação
árabe” foi em 622 da era cristã, com o advento do Islão, adquirindo seus contornos maiores com a chegada dos muçulmanos à Península Ibérica.
O fluxo mais importante da imigração árabe para o Brasil começou por volta de 1880. A maioria são sírios e libaneses, e antes de 1943, sírio-libaneses, pois até está data Síria e Líbano eram um só país.
Os primeiros
imigrantes deixaram seu país de origem pressionados pelo governo turco. Até o início do século XX, toda aquela região estava sob domínio do Império Otomano, e na promulgação da constituição turca em 1908, estendeu a obrigação do serviço militar, que antes só estendia aos muçulmanos, aos cristãos. O massacre de 1860, dos drusos contra cristãos, também foi um fator importante para explicar o fenômeno do processo imigratório e o contingente maior de cristãos.
No início, os primeiros imigrantes pretendiam ganhar algum dinheiro e voltar para a sua terra natal. Ao final, acabaram vendendo os poucos bens que tinha por lá e permaneceram no Brasil.
Os primeiros optaram por trabalhar no comércio. Em São Paulo, se concentravam nos Distritos da Sé e Santa Ifigênia, ou seja, entre as ruas 25 de Março, da Cantareira e Avenida do Estado. A maioria da firmas estabelecidas nesta região eram lojas de tecidos a varejo e armarinhos.
Em 1895, o bairro dos árabes imigrantes era a 25 de Março. Eles saiam quase todos para mascatear, carregando uma caixa pesada de madeira cheia de armarinhos nas costas.
\u003
cbr\>Muitos dos que moravam na região da 25 de Março, estudaram \n na escola árabe de Yázigi, primeiro situada na rua Maria Figueiredo e \n depois transferida para a rua Maria Antônia, no mesmo edifício que mais \n tarde viria a ser a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da \n Universidade de São Paulo. Depois, mudou para a esquina da rua Pamplona \n com a Av. Paulista. O nome Yázigi, hoje conhecido pelo Instituto de \n Idiomas Yázigi, onde a palavra, segundo Jorge Suleiman Yázigi, é de origem \n turca, e significa “escritores”. No tempo da dominação otomana, deram o \n nome à família na Síria.\u003cbr\>\u003cbr\>Muitos dos imigrantes provinham das \n cidades de Zahlé (Líbano) e Homs (Síria), e já estabelecidos no Brasil, \n estruturavam a comunidade entre os “patrícios” dessas regiões. E a medida \n que melhoravam de vida, investiam o capital em terrenos e imóveis. \n \u003cbr\>\u003cbr\>Na
arquitetura e na arte árabes, observa-se que existem elementos \n que identificamos como “mouriscos” ou árabes, pois compartilham elementos \n comuns de formas conhecidas associadas ao termo “arte islâmica”. Esta \n tradição artística não surge espontaneamente, mas trás dentro de si \n tradições anteriores, dos povos conquistados ou que tiveram contato com os \n árabes. Utilizou com freqüência soluções arquitetônicas, motivos \n decorativos de diversas origens: bizantina, sassânida, helenística entre \n outras.\u003cbr\>\u003cbr\>O azulejo é uma constante na arquitetura árabe, chegando ao \n Brasil através dos portugueses. A prática da esmaltação da argila cozida \n já existia na antiga Mesopotâmia, e, sobretudo, na Pérsia. A palavra \n deriva do árabe azzalujo ou al-zallaja, que significa unido, \n liso.\u003cbr\>\u003cbr\>Obras arquitetônicas e de arte feitas por ou para \n não-muçulmanos podem apropriadamente ser estudadas como trabalhos de arte \n islâmica, sendo que o adjetivo “islâmico”, como afirma Oleg Grabar, em seu \n “The Formation of Islamic Art”, se refere a uma cultura ou civilização a \n qual a maioria da população ou o elemento dominante professa a fé do \n Islã.",1>
);
//-->
Muitos dos que moravam na região da 25 de Março, estudaram na escola árabe de Yázigi, primeiro situada na rua Maria Figueiredo e depois transferida para a rua Maria Antônia, no mesmo edifício que mais tarde viria a ser a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo. Depois, mudou para a esquina da rua Pamplona com a Av. Paulista. O nome Yázigi, hoje conhecido pelo Instituto de Idiomas Yázigi, onde a palavra, segundo Jorge Suleiman Yázigi, é de origem turca, e significa “escritores”. No tempo da dominação otomana, deram o nome à família na Síria.
Muitos dos imigrantes provinham das cidades de Zahlé (Líbano) e Homs (Síria), e já estabelecidos no Brasil, estruturavam a comunidade entre os “patrícios” dessas regiões. E a medida que melhoravam de vida, investiam o capital em terrenos e imóveis.
Na arquitetura e na arte árabes, observa-se que existem elementos que identificamos como “mouriscos” ou árabes, pois compartilham elementos comuns de formas conhecidas associadas ao termo “arte islâmica”. Esta tradição artística não surge espontaneamente, mas trás dentro de si tradições anteriores, dos povos conquistados ou que tiveram contato com os árabes. Utilizou com freqüência soluções arquitetônicas, motivos decorativos de diversas origens: bizantina, sassânida, helenística entre outras.
O azulejo é uma constante na arquitetura árabe, chegando ao Brasil através dos portugueses. A prática da esmaltação da argila cozida já existia na antiga Mesopotâmia, e, sobretudo, na Pérsia. A palavra deriva do árabe azzalujo ou al-zallaja, que significa unido, liso.
Obras arquitetônicas e de arte feitas por ou para não-muçulmanos podem apropriadamente ser estudadas como trabalhos de arte islâmica, sendo que o adjetivo “islâmico”, como afirma Oleg Grabar, em seu “The Formation of Islamic Art”, se refere a uma cultura ou civilização a qual a maioria da população ou o elemento dominante professa a fé do Islã.
\u003cbr\>Podemos citar como alguns exemplos de influência árabe em \n algumas obras arquitetônicas na cidade de São Paulo, o Palácio das \n Indústrias no parque D. Pedro, a casa da família Jafet, no bairro do \n Ipiranga. Também a utilização de azulejos para formar mosaicos que \n recobrem pisos, bancos e mesas, além de fachadas, como a da mesquita da \n Sociedade Beneficente Muçulmana em Santo Amaro, na avenida Yervant \n Kissajekian, 1106.\u003cbr\>\u003cbr\>Várias foram as empresas e indústrias que os \n árabes construíram em São Paulo, como por exemplo, a Eucatex, da família \n Maluf. A firma Assad Abdalla & Nagib Salem, que era a principal \n distribuidora de algodãozinho cru com a marca 141 por todo o Brasil. \n Muitas outras poderiam ser citadas. A população árabe ou de origem árabe \n no Brasil é hoje de quase 10 milhões, e de árabes-muçulmanos, \n aproximadamente 1 milhão.\u003cbr\>\u003cbr\>Lygia Rocco é arquiteta \n \u003cbr\>\u003cbr\>\u003cbr\>\u003cbr\>\u00 3cbr\>BIBLIOGRAFIA\u003cbr\>\u003cbr\>Fauto,Boris. “Imigração e \n política em São Paulo”. Boris Fausto.. et al.. São Paulo, Editora Sumaré: \n Fapesp, 1995 (Série Imigração; v. 6)\u003cbr\>\u003cbr\>Imigração Árabe in: “Brasil \n 500 anos de pensamentos”.\u003cbr\>\u003cbr\>Hanania, Aida Rámeza. “A Arte Árabe e a \n Teologia Islâmica”, in: Videtur – 1, CEAr/DLO/ FFLCH-USP, Editora \n Mandruvá, São Paulo, 1998.\u003cbr\>\u003cbr\>Hanania, Aida Ramezá. “A Produção \n Cultural do Imigrante Árabe no Brasil (fins do século XIX e XX)”, in: \n “Relações de Gênero e Diversidades Culturais nas Américas”. Coord. Heloísa \n Buarque de Holanda, Maria Helena Rolim Capelato, - Rio de Janeiro: \n Expressão e Cultura; São Paulo: EDUSP, 1999.\u003cbr\>\u003cbr\>Greiber, Betty Loeb. \n “Memórias da imigração: libaneses e sírios em São Paulo”, Betty Loeb \n Greiber, Lina Saigh Maluf, Vera Cattini Mattar. – São Paulo: Discurso \n Editorial, 1998.\u003cbr\>\u003cbr\>Sáfady, Wadih. “Cenas e cenários dos caminhos da \n minha vida – depoimento e contribuição para a
Mais resumos sobre Imigração árabe no Brasil