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O Jogo não tem para os teóricos e os práticos da pedagogia o mesmo significado, como também não é sentido do mesmo modo pela criança e o adulto.
O Jogo pode ser visto para além do
seu valor cultural, em função do seu valor pedagógico, educativo e didático. Assim, professores e educadores tendem a volorizar a perpectiva educativa e didática, essencialmente ligada à relação consciente, lógica e funcional com os materiais e as situações lúdicas.
Brincar tem uma relação profunda com o inconsciente individual e colectivo, com a vida dos
afectos e das
emoções de cada individuo e com o mito de cada grupo.
É através da brincadeira que a criança se apropria dos significados culturais e, é através do jogo que ela dá significado vivencial às coisas aprendidas, aos conhecimentos adquiridos e às sensações sentidas.
A criança precisa de brincar numa dimensão ampla, livre, rica e diversificada, em casa, na escola, na rua, na ludoteca, no jardim, em zonas de utilização comunitária. Precisa de brincar com os pais, professores, vizinhos amigos, vários tipos de adultos, os conhecidos e até por vezes (com cautela) com os desconhecidos.
Para além de brinquedos comuns, de colecções de jogos especializados, a criança precisa de ter objectos a que atribua segredos e magia de infância e que em adulto lhe dêem a certeza de ter sido criança.
Brincar para a criança é indispensável ao seu crescimento harmonioso e robusto.
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