Parte II
As mudanças ocasionadas pelas alterações
na reformulação do campo de trabalho e na cultura política tradicional , vem interferir na escola de maneira direta, pois em decorrência do baixo salário, os
profissionais da educação precisam de desdobrar em dois ou mais serviços para manter as necessidades essências da família, deixando assim de se dedicar exclusivamente ao sacerdócio.
“ Uma vez mais, a política de emprego, de direitos sociais, de redução da exclusão, precisa deixar de ser vista como política setorial isolada, “geração de emprego e renda”, ou como “fatias” setoriais, mas como uma política articulada, e o espaço privilegiado de ações sociais e econômicas articuladas é o espaço social.” (Dowbor, 2001) Não esquecendo também que os níveis culturais e intelectuais dos profissionais da educação sofreram modificações, os quais as conseqüências podem-se sentir numa simples conversa em sala de professores. O que anteriormente era obrigatório ao professor, ética, responsabilidade e competência, passa a ser um sinônimo cultural do qual tais profissionais não podem se dar ao luxo, pois não possuem sequer uma assinatura de jornal ou revista pra se atualizar e a sua formação, embora seja considerada como graduação, não transmite os princípios básicos de educação e cultura de competência e resultados. Tornam-se profissionais da educação sem embasamento da cultura social necessária para compreensão da pessoa humana e sem inteligência emocional, para se sobrepor ao cotidiano e vivencia dos educandos, gerando conflitos e “traumas” em sala de aula, prejudicando e atrasando o processo de aprendizagem.
As políticas educacionais buscam absorver mais e mais a gestão social baseada na descentralização e participação da
comunidade a que se insere a unidade escolar, para que possam participar ativamente de projetos da sua região ou comunidade, movidos pela transparência de informações de problemas e soluções para a comunidade.
“È preciso promover sistematicamente uma mudança de cultura e gestão social, articulando diversas mudanças que poderão ter efeito sinérgico umas sobre as outras. E neste sentido, as políticas sociais podem construir um poderoso construtor das articulações sociais que tanto necessitamos.”(Dowbor, 2001)