Quando
participei, ano passado do painel de abertura do 1º Congresso
Mundial de Administração, promovido pelo CRA-RS, fiz
questão de anotar com cuidado todas as idéias de meus
companheiros palestrantes da Espanha, do México e da Alemanha.
Afinal, o tema era
uma visão do Ambiente Estratégico, e para
mim, era muito importante refletir sobre o "espírito dos
tempos" atual, dentro de uma visão internacional. O esforço
valeu a pena, e pudemos constatar que a onda de
"ambigüidade, incerteza e caos" não é uma "psiquê"
esquizofrênica tão somente brasileira.
Temos
de registrar que, para o momento atual, perpassaram adjetivos e
definições contundentes como: "sem razão",
"loucuras inesperadas", "refugos da
democracia", "tempos para os quais não fomos
preparados". Em meu campo de atuação, a Visão
Estratégica, este conjunto de pensamentos, ganha importância
prioritária. Todos eles! E aí temos uma visão múltipla
internacional, e não uma opinião brasileira viciada aumentando o
que chamamos do fenômeno da turbulência.
Fatos recentes, nos
mais diversos campos corroboram este estado de coisas. No último
Editorial do Insight tratamos de alguns deles. Nesta reflexão,
queremos dar importância e ressaltar a prioridade de que estes
fatos são trabalháveis. À primeira vista, de forma (usando uma
palavra simplória) esquisita. Se pensarmos no nosso Vanderlei
Cordeiro de Lima, vamos ver que para ser campeão, não basta ao
maratonista saber correr: ele tem também de saber driblar. Afinal
de contas – como tenho sempre falado em minhas palestras –
sempre pode surgir
Um padre irlandês bobalhão em sua vida. O
exemplo do Schumacher já foi citado.
No
campo da "loucura inesperada" e do "sem
razão", vemos milhares de pessoas na Cidade Maravilhosa na
fila de um Hospital de Campanha do Exército, montado em pleno
centro da Cidade. Por isto, executivos e empresários, e nossa
área de RH, têm de estar atentos a fatos inesperados, loucos
mesmos, sem razão. Cabe à empresa brasileira aprender com estes
fatos novos; mas também, cabe a ela, ser um fator de equilíbrio,
um fiel da balança, um vetor de retorno ao normal, e não somente
olhar estas maluquices como oportunidades. O ditado "na crise
alguns choram, outros vendem lenços", tem de ser olhado com
uma visão muito mais humanista, com alta dose de responsabilidade
social.
Boa
leitura
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