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Resumos e revisões curtas

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Shvoong Home>Ciências Sociais>A OBRA DE ARTE NA ERA DE SUA REPRODUTIBILIDADE TÉCNICA

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A OBRA DE ARTE NA ERA DE SUA REPRODUTIBILIDADE TÉCNICA

por : Selma Leite    

Autor : Walter Benjamin
 
 
Em meio ao turbulento período
europeu entre a primeira e a segunda guerra, numa reviravolta de valores políticos, morais, sociais, culturais e até religiosos, causados pelo fascismo e pela crise econômica, Walter Benjamin concebe A Obra de Arte na Era de Sua Reprodutibilidade Técnica. Anos que deixaram como herança, a transformação do “belo” em “lucrativo”, alterando o destino das obras de todos os tempos.
Define o conceito de aura como o momento captado, o aqui e agora que constitui a autenticidade da obra. A contemplação desse instante mágico seria, segundo ele,  respirar a aura dos objetos escolhidos, perceber o sentir do criador da obra e não o sentir como o criador da obra.
A perda desse momento. A fixação da mensagem, pura e simples, sem a magia empírica, mas com intenção de ampliar a percepção implicaria na “destruição da aura” e a principal conseqüência dessa destruição seria a liquidação do valor tradicional do patrimônio da cultura, a orientação da realidade em função das massas e as massas em função da realidade.
No trecho “valor de culto e valor de exposição”, Benjamin coloca na exponibilidade um valor de preservação, reconhecendo o valor do culto, mas atribuindo a expansão da obra à capacidade de reprodutibilidade técnica. O exemplo disso é sua afirmação “ O filme é, pois, a mais perfeita das obras de arte.”.
No “Camundongo Mickey” o que autor chama de “eclosão precoce e saudável da psicose de massa”   mais parece a luta incessante entre o saber  e a  ignorância, transformando a capacidade crítica, um atributo de poucos e selecionados mortais.
Benjamin defende a idéia de que nossa percepção pode ser direcionada pelos meios de comunicação de massa.  O embotamento da criatividade, o consumo rápido da mensagem pré-estabelecida em detrimento da reflexão, maturação e compreensão da imagem. A assimilação do que “devemos ver”   em lugar  do que “somos capazes de perceber”.  Acalmando nossos sentidos e impedindo que nossa sensibilidade critique a imagem, uma vez que não conseguimos retê-la em nível mais profundo de sensação. 
Publicado em: julho 24, 2007
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