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Shvoong Home>Ciências Sociais>História da Sexualidade, O Papel das Confissões. Por Michel Foucault

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História da Sexualidade, O Papel das Confissões. Por Michel Foucault

por : lucier    

Autores: Rodrigo Broietti; Lucas Accorsi
    A sexualidade de um modo
geral não era muito aceita pela sociedade como meio de se buscar prazer
ela era
só aceita como meio de procriação e perpetuação da espécie. A igreja católica
percebendo isso principalmente na época da idade média condena o sexo por prazer
e diz que isso é um pecado o qual deve ser purificado em todo ritual de
confissão o qual Jesus perdoaria todos seus pecados.
    A confissão realizada na igreja é uma forma de poder,
pois nestas confissões você conta tudo ao padre ou pastor da igreja sobre: seus
desejos, seus pecados, sobre seu “sexo”, sobre sua vida íntima, sobre seus
pensamentos e os padres ou pastores vão orientá-lo e controlá-lo a fazer ou não
fazer determinadas coisas, dizendo e afirmando que o sexo só é permitido para a
reprodução e não para o prazer por isso é que você tem que se controlar.
    De certa maneira a confissão passa a ser um poder que no
final exercerá sobre você, pois é na confissão que você fala sobre você, seus
relacionamentos, suas vontades, sua sexualidade, esta confissão não está só
ligada à confissão feita ao padre para buscar a purificação e o perdão de sua
alma, mas também uma confissão feita a médicos. Esses tipos de confissões
promoverão um tipo de controle sobre você, pois você será orientado a fazer
determinados atos ou abster-se deles da melhor maneira que seu orientador achar
correto.
    O poder da confissão, principalmente daquela confissão
entre você e o padre, foi marcante principalmente na época da contra-reforma
com o concílio de Trento feito pela Igreja Católica, pois nesta época a Igreja
exercia um grande poder de controle sobre seus fiéis e isto geralmente se dava
a partir da confissão, já que era através da confissão que você era orientado a
fazer ou não determinadas condutas como: não praticar sexo somente por prazer,
não praticar auto-erotismo (masturbação), não fazer sexo antes do casamento,
não desejar a mulher do próximo entre diversas outras condutas envolvendo a
sexualidade.
    Como a família é considerada um bem que não pode ser
violado pela Igreja e pela sociedade, estas condutas que levam ao controle da
sexualidade eram muito bem aceitas pelas pessoas, pois elas acreditavam que
essas condutas levavam a destruição da família e por isso a seguiam.
    Esse controle aplicado sobre as condutas das pessoas pela
Igreja, geralmente, se dava através das confissões - as quais eram uma forma de
exercer um poder sobre as pessoas, já que as controlava.
Publicado em: julho 19, 2007
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Comentários sobre História da Sexualidade, O Papel das Confissões. Por Michel Foucault

Showing 1 out of 1   Adicione seu comentário.
  1. 0 Avaliações segunda-feira, 7 de abril de 2008
    1

    Simone

    A Igreja, a medicina, o direito.

    A tentativa de controle pela Igreja sobre as práticas e sobe o simples ato de falar do tema estava presente nela bem como na medicina e no direito. É concordável que isso não tenha repercutido segundo o que ela desejava. Pelo contrário, a intensificação dos prazeres foi o seu resultado.

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