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Shvoong Home>Ciências Sociais>Resumo de A desigualdade social

A desigualdade social

Resumo do Livro   por:ClaudiaMariadeAlmeidaCarvalho     Autor : Claudia Maria de Almeida Carvalho
ª
 
Promover a cidadania é de fato o caminho para resolver, pelo menos dentro dos limites aceitáveis, os problemas da desigualdade social brasileira. Não que estas questões possam ser consideradas aceitáveis, mas porque são muitos séculos e situações que provocaram essa realidade. Para entender a origem de tais disparidades no Brasil é necessário introduzir uma perspectiva mais ampla, abrangendo o passado histórico, sem desconsiderar as dimensões continentais do país. A família, as solidariedades intergeracionais e as políticas sociais debatem-se com este desafio, procurando encontrar as melhores soluções e as respostas mais adequadas à diversidade dos problemas inerentes. Encontra-se no mundo um contraste alarmante, enquanto milhões de pessoas passam fome, uma minoria usufrui do progresso e da tecnologia que a sociedade oferece. A reclamação contra o caráter ineficiente do Estado é geral e os benefícios coletivos do Estado são pequenos e de pouca qualidade diante de tão ampla desigualdade social. Marx já fazia, na Comuna de Paris, as mesmas reclamações que se fazem hoje contra o Estado. O Brasil, desde seu descobrimento, traz consigo esta deplorável marca da desigualdade social. A herança das diferenças sociais, da escravidão, do preconceito, do racismo, data do descobrimento e foi deixada pelos então proprietários de terras e governantes que trouxeram para a nova terra os marginalizados portugueses, os africanos que escravizaram e humilharam, os italianos e outros imigrantes que não eram vistos com bons olhos pelos senhores feudais. Daí a origem da desigualdade social brasileira que permanece e se expandiu de tal forma que chega a ser quase irremediável nos dias atuais. O fator mais evidente: a escravidão, que é o paroxismo da exclusão. Mesmo considerando-se os movimentos ascendentes na escala social - os imigrantes são um exemplo eloqüente disso -, a grande massa não teve condições de impor às elites uma distribuição menos desigual dos ganhos do trabalho. Nem logrou, eficazmente, exigir do Estado o cumprimento de seus objetivos básicos, entre os quais se inclui, na primeira linha, a educação. As seqüelas desse feito representam imenso obstáculo para uma repartição menos iníqua da riqueza e perduram até hoje. Também, desde o início do processo de desenvolvimento brasileiro, encontra-se outro fator evidente: o crescimento econômico, que tem gerado condições extremas de desigualdades espaciais e sociais, manifestas entre regiões, estados, meio rural e o meio urbano, entre centro e periferia e entre as raças. A disparidade econômica encontrada no país reflete-se em especial sobre a qualidade de vida da população: expectativa de vida, mortalidade infantil e analfabetismo, dentre outros aspectos. As populações mais pobres não têm ascensão no mercado de trabalho. Com o processo de urbanização, a modernização do setor agrícola e a industrialização no espaço urbano grande parte da população rural migrou para as cidades à procura de empregos e melhores salários. Com a industrialização e as modernas tecnologias, grande contingente populacional ficou sem acesso aos bens e serviços necessários à sobrevivência. As mudanças do sistema produtivo contribuíram para a precarização e degradação do emprego e, consequentemente a fragilização do liame social.
Quanto ao sistema produtivo e a relação econômica, trata-se de duas faces de uma mesma condição que resulta no processo da exclusão que não se reduz a uma não-integração ao trabalho, pois é igualmente uma não inserção na sociabilidade familiar, uma dissociação do liame social, ou seja, uma desafiliação. a elevada concentração da riqueza mobiliária e imobiliária agravada pelo declínio dos salários reais e à persistência dos altos juros são fatores estruturais sócio-econômicos que contribuem para gerar a desigualdade de renda no Brasil. As desigualdades entre os ativos e aposentados são bem evidentes, ao contrário da França, onde esta distância foi reduzida ao longo dos últimos 30 anos, graças a mecanismos de redistribuição de renda e aos regimes de seguridade social. O Brasil não é um país pobre, mas possui uma população pobre, devido à má distribuição de renda e riqueza, sendo que se pode considerar a desigualdade social como um dos principais determinantes da pobreza no Brasil. Os negros ainda têm muita dificuldade de se promoverem, os índios foram quase dizimados e excluídos da sociedade, a mulher demorou em conquistar um lugar de mais destaque no sistema machista e patriarcal, sistema este que só agora está se modificando. Também os nordestinos podem ser incluídos nesta categoria de excluídos. Eles que ajudaram a construir São Paulo não encontram um espaço para construir suas casas, restando-lhe as favelas ou o retorno para a miserável vida no Nordeste. Questão também importante refere-se aos comportamentos diferenciados observados cotidianamente em relação aos idosos, que adquiriram lugar em meio aos marginalizados, pois a cultura da sociedade sobre o envelhecimento os vê apenas como um processo degenerativo do ser humano. Entretanto, há quem pense que a experiência brasileira é rica em programas e projetos para atenuar as desigualdades regionais e sociais. Mesmo que a maioria delas não tenha obtido os resultados esperados, há exemplos de políticas sociais que estão tendo impacto favorável: o salário mínimo, a aposentadoria rural, a bolsa-escola, a renda mínima e a reforma agrária. No entanto, essas iniciativas não têm sido suficientes para resolver os problemas das desigualdades no Brasil. Propõe-se instituir um design
que respeite a vida e incorpore os desafios, a realidade e a necessidade de promover mudanças, pois não se pode continuar refém de toda situação desumana. Um fator que se apresenta como utópico, mas realizável e com urgência, é a melhor distribuição da riqueza, fundamental para sanar ou diminuir as grandes desigualdades brasileiras.
Publicado em: 17 junho, 2007   
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  1. Responda   Pergunta  :    os efeitos da escravidão pemanecem nos dias de hoje. a luta comtinua Veja tudo
  1. Responda   Pergunta  :    QUAL E ANALOGIA ENTRE A DESIGUALDADE SOCIAL E CIDADANIA NO BRASIL E NO MUNDO DE ACORDO COM A SOCIOLOGIA... Veja tudo
  1. Responda   Pergunta  :    como fasso para conseguir um texto sobre diferenças sociais Veja tudo
  1. Responda   Pergunta  :    mas qual a desigualdade social entre as regioes do brasil?? Veja tudo
  1. Responda   Pergunta  :    quais os principais causadores da desigualdade Veja tudo
  1. Responda   Pergunta  :    os principais geradores da desigualdade social ( 1 Responda ) Veja tudo
  1. Responda  :    a falta de conciencia dos politicos e tambem da população. segunda-feira, 6 de maio de 2013
  1. Responda   Pergunta  :    o que é desigualdade social ( 1 Responda ) Veja tudo
  1. Responda  :    A desigualdade social, na sociedade contemporânea, é um fenômeno que ocorre em quase todos os países do globo, guardadas suas proporções e dimensões, e é desencadeado, principalmente, entre outros motivos, pela má distribuição de renda em uma população, onde se concentra a maioria dos recursos nas mãos de uma minoria abastada da sociedade e, consequentemente, o melhor e maior acesso a subsídios econômicos, educacionais, de saúde e segurança, etc. quarta-feira, 21 de novembro de 2012
  1. Responda   Pergunta  :    qual o panorama atual da desigualdade do brasil resumido Veja tudo
  1. Responda   Pergunta  :    desigualdade social no nosso espaço urbano de exemplos ( 1 Responda ) Veja tudo
  1. Responda  :    aeducacao servisos publicos quinta-feira, 24 de maio de 2012
  1. Responda   Pergunta  :    desigualdade social eu to querendo u a lancada em 2012 agora para um trabalho de escola que eu estou precisando entao porfavor escreva sobre mas nesse ano a cada ano que vc estara e colaque a data cad Veja tudo
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  1. 4. JUSA

    DESIGUALDADE SOCIAL

    Muita coisa se poderia ter feito, mas só apartir do momento em que o egocentrismo e atitudes demagógicas estiverem a decair. o orgulho é claramente o principal causador desta endemia. ninguém pensa em ninguém e assim o mundo vai andando de patas para o ar.

    2 Classificação sábado, 17 de setembro de 2011
  2. 3. ANE

    AGRADECIMENTO

    fico grata pela resposta,foi de grande valia.abraços.

    5 Classificação quinta-feira, 24 de março de 2011
  3. 2. augustomonteiro

    Desiguadade Social - Jorge Augusto Monteiro Carriça

    Fico triste de ver o mundo como anda, enquanto uns ganham milhões, outros não ganham nem pra comer, nosso povo brasileiro é sofrido e triste, são uns coitados, não tem acesso a educação de verdade, e dificilmente conseguem ser felizes. Só que o governo não tem interesse que o povo seja instruido, pois as pessoas quanto mais inteligentes ficam, mais questionan, e quanto mais questionan, mais começam a perguntar se o governo é bom ou ruim.

    5 Classificação sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
  4. 1. niltinho

    sergio sampaio

    eu quero é botar meu bloco na rua,sergio sampaio

    2 Classificação quarta-feira, 25 de junho de 2008
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