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Gestão Estratégica de Custos - Parte I

Summary rating: 4 stars 24 Avaliações
Autor : Silva, A.Lopes
Resumo escrito por : ProfessorAri
Visitas : 892  palavras: 900   Publicado em: maio 23, 2007
Gestão Estratégica de Custos, Custos baseados em Atividades e Kaisen Costs System (Sistema de Custos kaizen) 


A Gestão estratégica de custos implica na apresentação de uma nova visão da contabilidade gerencial, baseada na premissa que a contabilidade gerencial deve considerar explicitamente temas e preocupações estratégicas.  

Segundo NAKAGAWA, o CMS pode ser definido como um sistema de planejamento e controle com os seguintes objetivos:  
¨       Identificar os custos dos recursos consumidos para desempenhar atividades relevantes da empresa (modelos contábeis).  
¨       Determinar a eficiência e eficácia das atividades desempenhadas (mensuração e desempenho).   ¨      
Identificar e avaliar as novas atividades que possam contribuir para a melhoria do desempenho da empresa no futuro (gestão de investimento).  
¨       Cumprir os três objetivos acima em um ambiente caracterizado por mudanças tecnológicas (práticas de manufatura).  

Custeio Baseado em Atividades e Sistema de Custos Kaizen (KCS)  

As manufaturas inseridas em ambiente tecnologicamente moderno, a qualidade total e as modernas formas de gestão das empresas, trouxeram novas necessidades de informações gerenciais.

Os custos baseados em atividades e KCS, nasceram em função desse contexto, onde a informação gerencial tradicional perdeu relevância, requerendo-se então ferramentas mais adequadas.  

Custos baseados em atividades (ABC)  

Para o melhor estudo do ABC necessário se faz o estudo de alguns conceitos:  
O que é uma atividade?  
Nakagawa define atividade como:   “ ...Um processo que combina, de forma adequada, pessoas, tecnologias, materiais, métodos, e seu ambiente, tendo como objetivo  a produção de  hprodutos. Em sentido mais amplo, entretanto, a atividade não se refere apenas a processos de manufatura, mas também à produção de projetos,serviços,etc...,bem como inúmeras ações de suporte a esses processos” 
 Recursos - são elementos necessários para a execução das atividades.
Para se emitir uma nota fiscal, necessitam-se de diversos recursos, necessita-se de mão de obra, de um sistema informatizado, de instações, etc... normalmente os diversos recursos estão associados às contas contábeis pré-existentes nos sistemas contábeis.          

Direcionadores de Custos ( Cost Drivers)  - Segundo Nagagawa é um evento ou fator causal que que efetua o nível de desempenho de atividades o consumo resultante de recursos.
Exemplos de cost drivers:  
¨       Número de ordens de vendas
¨       Número de ordens de produção
¨       Numero de Notas Fiscais
¨       Número de Funcionários
¨       Área ocupada em metros quadrados
¨       Número de produtos ¨.       


Abordagem de processos  

A abordagem de processos vê a empresa como um organismo em atividade, alguns processos envolvem diversos departamentos, diversas atividades, enfim a abordagem de processos considera a empresa inserida numa cadeia de valores que considera desde os fornecedores de seus fornecedores até os clientes de seus clientes.   Nesse contexto os processos  são multi-departamentais, incluindo muitas vezes não somente o ambiente interno como também o externo.

Como exemplo temos os processos produtivos, processos administrativos, processo de logística, etc...   Comparado com os critérios correntes, o ABC representa uma apropriação mais direta. O custeamento corrente considera como custos e despesas diretas dos produtos fabricados apenas os materiais diretos e a mão-de-obra direta. Em troca, o ABC reconhece como diretos custos e despesas antes tratados como indiretos, não em relação aos produtos fabricados, mas às muitas atividades necessárias para fabricar os produtos.  

PETER DRUCKER efetua a seguinte avaliação dos custos baseados em atividades:  
 “A contabilidade de custos tradicional mede quanto custa fazer alguma coisa, por exemplo, tornear a rosca de um parafuso. O custeio baseado em atividades também registra o custo de não fazer, como o custo da máquina parada, da espera por uma parte ou ferramenta, de estoques esperando embarque e do retrabalho;ou rejeição de uma peça defeituosa. Os custos de não fazer, que a contabilidade de custos tradicional não pode registrar, com freqüência igualam e em alguns casos excedem os custos do fazer. Portanto o custeio baseado em atividades não só nos dá um controle de custos muito melhor, mas também o controle de resultados”.  


Passos a serem observados no processo de elaboração do custeio através do ABC: 
 
- Identificação dos recursos, como por exemplo, de recursos relativos: salários e encargos, gastos com viagens e estadias, mão-de-obra de terceiros, depreciações, materiais auxiliares, etc.   ·        

- Identificação dos processos e atividades que fazem parte desse processo, tais como: processo de produção, processo de garantia da qualidade, processo de compras de materiais produtivos. Um processo pode ser formado por diversas atividades.   ·        

-Distribuição de custos dos recursos às atividades, mediante rigorosa análise que identificará onde os recursos serão consumidos. No caso de recursos de mão-de-obra deve-se avaliar a distribuição do tempo de cada funcionário em função da dedicação do mesmo às diversas atividades; em muitos casos é necessário um controle diário das horas trabalhadas por atividade. 

Veja a continuação desse artigo em :  http://pt.shvoong.com/social-sciences/108165 9-gest%C3%A3o-estrat%C3%A9gica-custos-parte-ii/
 

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