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New York Times

Review by : arrepiado
Visitas : 32  palavras: 600   Publicado em: novembro 11, 2007
Japão tenta devolver curvas a rio com obras Norimitsu Onishi Um quarto de século atrás, engenheiros corrigiram o traçado do rio Kushiro, que fluía por 160 km em uma longa série de curvas pela paisagem de Hokkaido, uma ilha do norte do país, irrigando campos verdejantes e cidades rurais, bem como uma das maiores regiões de terras alagadas do Japão, antes de chegar à cidade portuária que leva seu nome e se derramar no Oceano Pacífico. » Veja mais fotos As obras começarão de novo em breve. Mas dessa vez as escavadeiras estarão trabalhando para devolver as curvas a um trecho do rio que foi alterado para que corresse em linha reta. A forma original e sinuosa de seu leito será restaurada. Por décadas, o Japão teve o desenvolvimento econômico como objetivo dominante, mas agora está enfatizando a importância de proteger o meio ambiente. Assim, sob uma lei de 2003 que tem por objetivo reverter décadas de destruição, será o Kushiro o primeiro de talvez muitos rios que tiveram seus traçados corrigidos a reconquistar algumas de suas curvas originais. Ainda assim, em um país famoso por pavimentar áreas rurais sem muito se incomodar com as conseqüências, com o objetivo de criar empregos e sustentar o predomínio político do Partido Liberal Democrata, que durou meio século, ambientalistas e moradores locais estão céticos quanto aos novos projetos. Agora que não restam cursos de rio a corrigir, as autoridades estão simplesmente começando a recolocar curvas em seus traçados retilíneos. Será que se pode confiar em políticos e burocratas como reparadores da natureza? "Bem", disse Kauaki Saito, 47 anos, fazendeiro cujas terras margeiam a porção do rio a ter suas curvas restauradas, "para mim se trata de egoísmo humano, um projeto promovido simplesmente para gastar dinheiro". Toshihiko Yoshimura, um especialista em planejamento fluvial no Ministério da Terra, Infra-Estrutura e Transportes, disse que o projeto havia sido endossado por um comitê de funcionários públicos, especialistas e cidadãos, como define a lei de 2003, com o objetivo de evitar projetos perdulários. "Assim, em nome da administração do rio, eles terão de criar novas obras públicas, dessa vez de dragagem", afirmou Sugisawa. "O ciclo das obras públicas jamais se encerrará".

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