Reconstrução muda cara de Nova Orleans pós-Katrina
Robin Pogrebin
Nova Orleans sempre foi conhecida pelo
estilo eclético de suas
moradias - classicismo à moda grega, alguma inspiração italiana e a mistura de estilo francês e da cultura negra que ganhou o nome "creole". Agora, está surgindo o que poderíamos definir como um estilo pós-furacão, que combina respostas arquitetônicas muito dispares àquilo que a maioria dos moradores da
cidade define apenas como "A Tempestade".
Temos, por exemplo, um estilo que poderia ser definido como "defensivo" -
casas construídas sobre pilastras tão altas que parecem prontas a despencar, ou a decolar.
Há também o estilo "desafiador": casas impecáveis, com varandas, colunas e pintura em tom pastel. Em torno delas
restam muitas casas com as janelas tampadas por madeira e portas trancadas por múltiplos cadeados; trailers que a Agência Federal de Administração de Emergências (Fema) forneceu como moradias provisórias, estacionados em jardins; obras interrompidas devido à escassez de trabalhadores de construção; ou
terrenos baldios nos quais restam apenas fundações de concreto deterioradas. As casas renovadas parecem cenários de desenho animado, dada a determinação das
pessoas que as habitam a continuar vivendo alegremente do lado de dentro ainda que cercadas por devastação e temerosas de sair às ruas quando escurece(...)
Ao mesmo tempo, arquitetos como Eskew - cujo escritório, Eskew & Dumez & Ripple, cuidou de projetos como a reconstrução do estádio Superdome e o novo projeto para os 10 quilômetros de terrenos à beira-rio que terão de ser reaproveitados na cidade - compreendem que as condições ainda precárias de muitos dos bairros da cidade, fazem desse planejamento mais amplo um luxo impossível. As pessoas estão fazendo o que podem, quando podem
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