O mercado dos cartões de crédito em Portugal voltou a crescer em 2007
cerca de seis por cento, para um volume de transacções de 15,5 mil
milhões de
euros. A empresa
portuguesa Unicre cotou-se como o 14º maior
operador europeu, com 352,8 milhões de transacções (um milhão de
transacções diárias),
disse hoje o seu presidente, António Ramalho.
O número de terminais da rede Unicre (POS) cresceu 8,1 por cento, o que
coloca a Unicre com uma quota de mercado, à escala portuguesa, de 37 a
40 por cento (nos sistemas terminais).Actualmente,
a Unicre detém 215 mil cartões em circulação. A facturação de crédito
cresceu mais (cerca de oito por cento) do que a facturação do débito
(4,6 por cento). A média europeia de transacções de crédito de curto
prazo é de 31 por cento, enquanto em Portugal é de 24 por cento. Em
Espanha, essa média atinge 51 por cento.António Ramalho disse,
em conferência de imprensa, que a produção nova da Unicre é
praticamente nula, mantendo-se estável em relação a 2006. “Não existe
um acréscimo significativo do crédito ao consumo em Portugal. O
endividamento é de conveniência
”, disse o gestor.Em
relação à fraude no negócio, “houve um ligeiro acréscimo de 0,09 por
cento”, para um valor de 2,9 milhões de euros, o que coloca, notou
António Ramalho, “Portugal com a menor fraude em toda a Europa”. O
líder da Unicre observou que na Irlanda (com uma dimensão idêntica à
portuguesa) a fraude elevou-se a 11,85 milhões de euros, enquanto em
Espanha esse valor atingiu os 76,27 milhões de euros.
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