Um relatório interno da Comissão de Controlo Orçamental do Parlamento
Europeu (PE) dá
conta da existência de fraudes orçamentais no seio
desta instituição comunitária. O documento dá conta de certas
irregularidades nos pagamentos dos
eurodeputados aos seus
assistentes,
que passam por empresas fictícias ou por empregos a familiares.
O socialista grego, Costas Botopoulos, membro da comissão, explica que
"o relatório
diz que há alguns
casos, mas não diz quantos nem quantos
eurodeputados estão envolvidos. Há alguns casos que podem ser
fraudulentos - isso, sim, o relatório di-
lo". Mas Botopoulos alerta
que, "daí a dizer-se que há uma larga fraude no Parlamento", isso não é
verdade, revela a EuroNews.O
Organismo de Luta Antifraude da UE vai agora estudar o relatório para
"tirar o caso a limpo". Como avança Jorg Wojahn, porta-voz do
organismo, "o relatório da auditoria interessa-nos, até porque já
fizemos cinco investigações de eurodeputados, neste contexto. Por isso,
quando tivemos conhecimento deste relatório, pensámos que deveríamos
analisá-lo, para ver se ele nos pode conduzir a novos casos ou não".Cada
eurodeputado tem direito a cerca de 16 mil euros mensais para remunerar
os assistentes, uma soma bem mais elevada do que o salário auferido por
certos parlamentares, pagos em função dos países dos quais são
oriundos, indica ainda a EuroNews.
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