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Diário Económico

Review by : Isamir
Visitas : 17  palavras: 600   Publicado em: fevereiro 14, 2008
 
 
Comentário sobre a noticia do Investimento directo estrangeiro em Portugal que cai 1,6% até Julho
 
O investimento directo estrangeiro (IDE) em Portugal desceu 1,6% até Julho, face a igual período de 2005, para 14 mil milhões de euros, segundo os dados do Ministério da Economia e da Inovação.
Como empresária no ramo da indústria de Calçado a notícia é, na minha opinião,  importante visto que se os investidores estrangeiros deixarem de investir nas empresas nacionais, naturalmente irão perder capital originando  quebras nas receitas.
Se o investimento directo desceu em Portugal e, se não houver empresários dispostos a ajudar as empresas, estas entrarão em baixa, em termos de capital e as indústrias transformadoras são algumas das que mais pesam na angariação de investimento. Logo haverá diminuição dos lucros e, se não houver alterações a curto ou médio prazo, a produção diminuirá, baixará a qualidade do produto. Deste modo poderá surgir uma descapitalização da empresa e, consequentemente, um possível risco de falência.
Se a empresa não tiver investimentos necessários vai começar a regredir; logo, produzirá menos ou acumula stocks( no caso de existir bastante matéria prima em armazém). Situações como estas apresentadas podem implicar consequências gravosas no que se refere a recursos humanos, podendo dar origem à diminuição do número de operários e consequentemente ao aumento dos despedimentos.
Não havendo capital disponível, também não será possível acompanhar o desenvolvimento tecnológico que se verifica nas grandes empresas do mesmo ramo, nomeadamente nos países mais desenvolvidos.
Ora numa altura em que as actividades financeiras têm conseguido aumentar a sua importância no IDE é necessário, a todo o custo, manter esse interesse e tentar aumentá-lo, aproveitando o facto de que a União Europeia ter voltado a ser a principal investidora em Portugal, com destaque para o Reino Unido, a França, a Alemanha e a Espanha. Há que apostar nesses países e tentar mostrar-lhes que vale a pena continuar a importar produtos das empresas portuguesas de boa qualidade e em quantidade suficiente para os mercados que os solicitam.
Há que competir com as empresas estrangeiras a nível da qualidade de produção, da formação regular dos operários e gerir a empresa de modo a que coloque nos mercados, acima citados, produtos competitivos com os de outros países. A nossa empresa tem como lema a gestão adequada do capital, em todos os seus sectores que vão desde o investimento (nacional e estrangeiro), à inovação, operários especializados com formação profissional actualizada, qualidade e quantidade de produção adequada
às necessidades do mercado e a procura constante, através da publicitação dos nossos produtos, de novos importadores.
 
 
 
 
 
 
 

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