Em Portugal, a prevalência de infecções em doentes internados atingiu os 8,4% em 2003 .
De acordo com dados da Direcção-Geral da Saúde (DGS), a maior parte dos hospitais têm sistemas de vigilância de infecções associadas à prestação de cuidados e Comissões de Controlo de Infecção. No entanto, apenas 59% têm
um plano de actividades aprovado.
Estes são alguns dos constrangimentos que a DGS quer combater através do
Programa Nacional de Prevenção e Controlo da Infecção Associada aos Cuidados de Saúde. De acordo com a coordenadora, Cristina Costa, "o objectivo é reduzir a prevalência das infecções em duas fases, uma em 2009 e outra em 2013". Até 2009, pretende estudar-se a incidência das infecções em 60% das
unidades prestadoras de cuidados de saúde e, até 2013, serão aplicadas medidas para reduzir as infecções em 5% em um terço das unidades.
De acordo com o programa de DGS, "cerca de 20% a 30% das infecções têm a ver com procedimentos e uma grande fatia deve-se ao incumprimento de protocolos relacionados com os antibióticos, o que leva ao seu uso indevido", refere. Perto de um quarto das infecções são precisamente associadas à toma sucessiva e prolongada de antibióticos.
As estratégias do programa vão passar pela criação de estruturas regionais de controlo da infecção, informatização dos laboratórios de microbiologia e pelo alargamento da rede de registo da infecção.
Os manuais de boas práticas e as auditorias também serão previstos, assim como a vigilância epidemiológica. Até 2013, 90% dos profissionais terão recebido informação sobre o plano e as metas incluem a redução de 5% da infecção em 30% das unidades de saúde. |
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