Crianças que vencem o cancro.
Mário Chagas, director serviço pediatria do IPO de Lisboa, informa que os bons diagnósticos e os novos
tratamentos são responsáveis pelo sucesso do combate ao cancro. Cerca de 50% dos cancros nas crianças são as leucemias agudas e os tumores do sistema nervoso central. Desenvolvem-se rapidamente mas os tratamentos são mais eficazes, a cura é em média de 70%. Cerca de 250 crianças, em Portugal, padecem de cancro.
Ana Teixeira, IPO Lisboa, informa a necessidade de manterem consultas após cinco
anos da cura. Os tratamentos podem trazer consequências graves.
Margarida Cruz, directora da Acreditar, diz-nos o quanto é importante o papel do voluntário, na ajuda ás familias que muitas vezes são obrigadas a mudar de cidade, procurando os grandes centros, onde estão os hospitais. Divórcios em casais que não conseguem ultrapasar a dor em conjunto.
Rosário Carvalho, educadora infantil, no IPO Lisboa, acredita que a melhor arma é o humor. Num espaço onde podem brincar, estudar, desenhar as crianças lutam contra o cancro. Kiko e Chotôra Xarope, palhaços, que animam as crianças. Importante o papel do voluntários, Carlos e Ana Pio, os doutores palhaços.
Em 2003, Mariana com quase três anos, viajou dos Açores para Lisboa, padecia de anemia.
Ao fim de nove meses na capital detectaram leucemia. Fez
quimioterapia e radioterapia, ficou muito débil. Uma
menina muito resistente... ultrapassando todos os obstaculos incluindo uma meningite. Apesar de vaidosa Mariana encarou bem o facto de perder o cabelo. Instalaram-se definitivamente em Lisboa. Importante é explicar a doença de forma simples e tentar brincar com as crianças. Em 2005
venceu o cancro.
Marta com cinco anos foi operada para remover um
cancro renal. Durante um ano fez quimioterapia e radioterapia no IPO do Porto. A luta contra o cancro faz dela uma menina adulta, agora com dez anos.
João com dois anos diagnosticaram neuroblastoma. Com uma metástese no olho, o cancro espalhou-se pelos ossos. Tinha dificuldade em andar. Depois de um tratamento sem resultado aos três anos começou com a quimioterapia. Tornou-se um menino com uma maturidade rara para a sua idade,
resistente á dor, com capacidade de concentração extraordinária. Ao fim de seis anos venceu a doença com a ajuda de Helmut Gadner, medico austríaco.
Marta com doze anos venceu o cancro após um ano de luta, passados dois anos participa em ganha medalhas a correr, dedicando a Nuno Farinha, médico:"Eu corri e nós ganhamos. Esta medalha é nossa."
Mais críticas sobre Sábado nr. 193