Médicos chineses descobrem alternativa à
vasectomia mais efetiva e reversível
Novo método teve sucesso de 97% em teste clínico feito com 1.600 homens.
Controle de
natalidade é grande preocupação no país mais
populoso do mundo.
Uma equipe de médicos chineses descobriu uma técnica alternativa à vasectomia que oferece melhor reversibilidade, sem oferecer riscos para o paciente e com 97% de efetividade, informou na edição de hoje o jornal "China Daily".
A nova técnica consiste em uma pequena incisão no testículo para introduzir um
tubo do tamanho de um fósforo, que funciona como um filtro que bloqueia o esperma. A operação pode durar 10 minutos, e o tubo pode ser extraído sem
efeitos negativos para a saúde sexual do homem, segundo os seus inventores.
A descoberta foi realizada na cidade de Cantão por uma equipe dirigida pelo diretor do Centro de Tecnologia de Planejamento Familiar de Cantão, Wu Weixiong. "A percentagem de
efetividade dessa forma de
Controle de natalidade é de 97%", disse Wu. Apesar de todas as vantagens, o médico ressaltou que "a operação é muito difícil e requer especialistas altamente qualificados".
O método foi patenteado na China e o Departamento de Saúde começará a promovê-lo assim que for aprovado pela Administração Nacional de Alimentos e Remédios, afirmou o vice-presidente da Associação de Sexologia de Cantão, Zhu Jiaming. Zhu espera que a aprovação seja estendida antes de 2008.
Necessidade básica
A China é o país mais populoso do mundo, com mais de 1,3 bilhão de habitantes, o que representa enormes problemas. No entanto, o novo método conta com obstáculos como a pouca rede hospitalar e sua qualidade, pois poucos centros e profissionais têm capacidade para praticar essa esterilização, de acordo com Wu.
O especialista pediu que sejam realizados cursos de preparação para usar o método, de modo que ele seja aplicável em um maior número de hospitais. A pesquisa sobre o novo método foi iniciada em Pequim há quatro anos, com patrocínio do governo, e aperfeiçoada por meio de 1.600 testes clínicos feitos em todo o país. Mais de 500 homens na cidade de Qingyuan já foram operados e nenhum deles apresentou efeitos secundários.
Outro problema para a aplicação do método é que os serviços médicos não são gratuitos no país comunista, mas os defensores do novo método ressaltam que ele custará "só alguns milhares de iuanes", o que na China é equivalente a um bom salário mensal.
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