A ARTE TESTEMUNHA A VIOLÊNCIA DO MUNDO Jean Galard é professor e diretor cultural do Museu do Louvre, em Paris. Nesse
artigo analisa a arte contemporânea e começa dizendo ser impossível delinear o cenário da arte contemporânea, apontando, como primeira causa, a falta de distanciamento para tanto.
Segue afirmando que o "território da arte contemporânea" cresceu de forma extraordinária, e exemplifica apontando o crescente número de bienais nas duas últimas décadas.
Finalmente, afirma que "o que foi chamado de pós-moderno acabou com as normas" existentes, de alguma forma, na arte moderna. Agora não existe mais "tendência".
A arte contemporânea tem a característica da diversidade, embora alguns afirmem que ocorreu uma globalização e "que se vê a mesma coisa em todo lugar". A arte do século 20 ignorou o conceito de beleza, uma vez que há muito se deixou de lado o encantar, o seduzir e o decorar. "Um dos desdobramentos desta evolução" é a forma como as obras mais representativas do nosso tempo testemunham a violência do mundo. Segundo Jean Galard, tais testemunhos não são inúteis pois que "globalmente nos tornamos menos ignorantes, menos broncos".