27 de janeiro de 2008
Caderno Cultura
O cara é Darwin E
stá passando
pelo Rio de Janeiro exposição itinerante sobre a vida e a obra de Charles Darwin, o cara que demonstrou em sua
teoria que o homem veio do macaco. Aliás, ocorre com a sua teoria o que também se deu com Einstein e a teoria da relatividade.
O jovem Darwin saiu viajando de navio pelo mundo para pesquisar em terra firme, sempre anotando e descrevendo detalhes sobre as diferentes formas de vida. O resultado foi uma série de obras. Ia anotando as diferenças progressivas entre seres marinhos, terrestres e alados.
Ficou conhecido como o cara que insultou alguns homens e
mulheres, sobretudo uns religiosos americanos que apóiam Bush.
É bom lembrar que ninguém foi perguntar a opinião dos macacos sobre isso. É possível que eles também fiquem injuriados se perguntando como é que seus descendentes foram descendendo até descer ao ponto de virarem seres humanos?
A cada dia desalentados, abrimos os jornais e comprovamos mais e mais a estupidez humana.
Já descobrimos que macaco pode pintar que macaco tem vocabulário variado, que macaco usa instrumento para caçar e se defender. Homens e mulheres largaram a vida urbana e foram se meter nas florestas africanas para conhecer melhor o mundo dos gorilas.
Entre símios, os favores sexuais da fêmea ao macho decorrem da competência desses numa certa negociação. Muito semelhante a algo que ocorre entre humanos em relação ao amor. Entre os macacos, os machos são selecionados pelas fêmeas mediante a habilidade deles em lhes catar piolhos. Começa-se fazendo um cafuné aqui e ali, e, pronto, forma-se um casal.
Quando a gente vê retratos de Darwin, ele com aquela barba toda, relacionam sabedoria e maturidade. Ele foi dar uma volta ao mundo durante cinco anos. Quando voltou tinha 27 anos. Seu olhar agudo e inovador havia observado tantas e tais coisas, que a história do homem (e dos macacos) já não seria a mesma.