(Nirlando Beirão) -
A jornalista e pesquisadora Érika Balbino anda afundada no estudo da capoeira paulistana. Trafega
na contramão daquele clichê que diz que, em termos de cultura afro-brasileira, Salvador deu capoeira, o Recife deu frevo, o Rio deu samba – e São Paulo não deu nada. “Seria ingenuidade imaginar que os negros não deixaram sua marca num lugar em que o tráfico de escravos foi tão intenso”, diz ela. Na capital, já se punia com 25 açoites, em 1832, aquele que fosse pego “jogando o jogo dos escravos vulgarmente conhecido como capoeira”. Passou por São Paulo toda uma geração dos mestres baianos:
Silvestre, Suassuna, Limão, Ananias, Joel, Brasília, Caranguejo. A tradição é rica.No Amazonas a prática da capoeira também está tomando conta das
comunidades e das escolas da rede pública de ensino, visando despertar nas crianças e nos jovens o gingado da capoeira.