Em 29 de março (sábado) , Isabela Nardoni (5 anos) morreu após ser espancada, asfixiada e jogada da janela do 6º andar do prédio onde moravam o pai e a madrasta, Alexandre Nardoni (consultor jurídico) e Anna Carolina Jatobá (estudante) - considerados suspeitos do
crime. . Segundo a polícia, não havia mesmo uma terceira pessoa no apartamento naquela noite de sábado, 29 de março. A perícia também constatou que a pegada no lençol era do chinelo de Alexandre Nardoni, pai da garota.
18 de abril (sexta-feira) no dia em que Isabella completaria 6 anos, o pai da menina foi interrogado pela polícia por cerca de oito horas e a mãe visitou o túmulo da menina e manteve o silência sobre o caso. Homenagens à garota ocorreram na antiga escola onde estudou e também na frente da delegacia, onde populares levaram bolos e balões e cantaram "Parabéns".
Quando a madrasta de Isabella começava a prestar depoimento, logo após o marido, uma série de laudos apontavam que havia marcas de sangue no carro do casal e que pegadas na cama do quarto de onde a menina foi jogada eram do pai dela, Alexandre Nardoni.
Os laudos apontavam ainda que as marcas no pescoço da garota eram compatíveis com as das mãos da madrasta, Anna Carolina Jatobá.
No dia 19 de abril (sábado) os laudos mostraram que a menina possuía vários hematomas na parte interna da boca, um indício de que ela teve a boca tampada para que não gritasse.
Durante interrogatórios na sexta-feira (18), Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá entram em contradição, principalmente sobre horários na noite do crime. Madrasta de Isabella diz desconhecer manchas de sangue de Isabella encontradas no carro do casal pela perícia. Advogado de defesa, diz que laudos ainda não são provas no caso.
21 de abril (segunda-feira) o laudo do IML , mostra que a menina teria morrido mesmo se não tivesse sido jogada pela janela. O laudo também mostra que Isabella foi jogada 12 minutos após a chegada da família ao apartamento do 6º andar do Edifício London, na Zona Norte de São Paulo.
Novos detalhes do interrogatório de Alexandre Nardoni, foram revelados neste sábado. Marcas deixadas pela rede de proteção na camiseta de Alexandre contradizem a versão que ele contou. Em seu primeiro depoimento, Alexandre disse que se aproximou da janela com o filho Pietro no colo. Mas a perícia revelou marcas de resíduos próximas à gola e na altura dos ombros da camiseta. De acordo com os peritos, seria impossível haver marcas neste local se ele houvesse se aproximado da tela com uma criança no colo.
Durante o segundo depoimento do pai, a polícia revelou também que foi encontrado vômito de Isabella na camiseta, Questionado se sua camiseta encontrava-se suja, ele afirmou que não. Quando informado sobre o vômito, Alexandre não soube explicar como isso ocorreu. E ainda disse que em momento algum viu sua filha vomitando. Informado então que o vômito era conseqüência da asfixia, Alexandre repetiu que não sabia explicar como esse vômito foi encontrado na sua camiseta.
Alexandre também não soube explicar a existência de sangue de Isabella dentro do carro. Ele disse que a menina foi levada no colo por ele até o quarto dela, sem apresentar qualquer ferimento. E não explicou como o sangue proveniente do ferimento da testa da sua filha apareceu dentro do carro, no assoalho da parte de trás, atrás do banco do motorista e do lado esquerdo da cadeirinha do bebê.
Para a polícia, o casal foi surpreendido pelos novos detalhes descobertos pela perícia e apresentados no interrogatório.
A população se mostra indignada e revoltada, policiais usam escudos anti-balísticos para evitar agressão aos suspeitos durante sua locomoção à delegacia.
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