O andamento das obras da usina de fabricação de biodiesel em Quixadá impregna os
produtores rurais da região de um clima de otimismo. Ao perceberem que o projeto começa a sair do papel e das palavras dos discursos políticos, cada vez mais agricultores se preparam para plantar
mamona e
girassol, tornando-se fornecedores do novo empreendimento que chega com a promessa de revolucionar a economia local.
De acordo com o secretário de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural de Quixadá, Ereni Lima Tavares, um em cada cinco produtores da região já estão cadastrados no programa de
incentivos que foi formatado em parceria entre a prefeitura, o governo do Estado e a Petrobras. ´Temos cinco mil propriedades cadastradas, das quais mil devem ter
plantio de mamona ou girassol´, detalha.
Ereni Lima revela uma meta para lá de ousada em 2008: atingir a marca de cinco mil
hectares cobertos com mamona. Ou seja, ampliar a área ocupada com a semente em mais de dez vezes, com incentivos para todos os envolvidos.
Apesar do apoio ter começado ainda em 2007, a naquele ano adesão foi pequena: foram dedicados ao plantio de mamona e de girassol apenas 105 hectares, todos oriundos de zonas de assentamentos. Outros 400 hectares receberam as oleaginosas, mas, por serem propriedades de finalidade comercial, não tiveram direito às vantagens do programa. No ano passado, o rol de incentivos concedidos era menor do que o projetado para 2008. Auxílio técnico para o preparo do solo, subsídio para a compra do adubo químico, empréstimo de tratores e concessão de
sementes apareciam como as principais medidas, saindo ao custo de R$ 400 por cada hectare plantado, rateado em recursos dos cofres municipais e do BNB (Banco do Nordeste). Outro auxílio que deve ser ofertado é o transporte das sementes e das sacas colhidas nas propriedades locais. (LA)
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