Verdadeiras obras de arte do seculo XIX estão sendo recuperadas no trecho da Estrada Real,que liga Ouro Preto a Ouro Branco.
São pomtes , muros de arrimos e bueiros construidos em cantaria ( arte, que consiste em talhar pedras para serem usadas em construções, criadas a mais de 8 mil anos).
A beleza e imponência do conjunto arquitetônico foram afetados pela poluição atmosferica,fungos e vegetação.
De acordo com a historiadora Michelle Cardoso Brandão, responsável pela pesquisa do projeto, os monumentos -
Pontes da Caveira, Falcão, Calixto e racharia 1e2- foram contruidos para facilitar o caminho entre Vila Rica, então capital da província mineira e a corte, no Rio de janeiro.
Ela conta que a primeira ponte a ser construída, em 1938, foi a da Caveira que coincidentemente, será uma das primeiras cuja revitalização ficará pronta juntamente com uma das pontes do conjunto Rancharia.
A única ponte que não é em arco pleno e a do calixto, conforme Michelle. Constuída em 1867, é composta por dois blocos
retangulares. "Um desacordo entre o engenheiro da provincia e o executor da obra fez com que a ponte fosse feita com dois vãos retangulares. o resultado foi uma obra magnifica", elogia Michelle.
"É no mínimo louvável que em pleno o seculo XIX, na longíngua Minas, ainda tão distante da Revolução Industrial que agitava Europa e EUA, empreendedores puderam, pela força de braços humanos e lombo animal, construir tão impotente monumento", afirma Michelle.
Além da imponência da arquitetura do século XIX, é importante destacar que pelas pontes que ligam Ouro Preto a Ouro Branco passaram personalidades como Antônio Francisco Lisboa ( o Aleijadinho), Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes) e os imperadores Dom Pedro I e Dom Pedro II.
Até mesmo a estrutura danificada está sendo restaurada com argamassa de cal e barro, mesmo procedimento usado na época.Essa compatibilização de material é necessária para não perder a originalidade.
As rochas que se soltaram todas em quartzito estão sendo talhadas por 10 mestres canteiros de Ouro Preto. o oficio é utilizado há 300 anos na região. O nome Cantaria, é em função do barulho que se produz quando as ferramentas começam a bater nas rochas