Larry (Woody Allen) e Carol Lipton (Diane Keaton) são o casal melancólico que acaba de conhecer um outro casal de velhinhos,
os seus vizinhos no mesmo andar do prédio. Fazem uma visita e conversam por algum tempo, pois Larry é pouco sociável e o tempo inteiro faz sinal a Carol que quer ir embora. Dá a impressão que o encontro o faz pensar na sua própria velhice com Carol.
No outro dia após o encontro, ao chegar em casa percebem uma movimentação no apartamento dos velhinhos e procuram saber o que aconteceu. A velhinha tinha morrido de problemas cardíacos.
Carol fica desconfiada. Durante a conversa da primeira visita a velhinha tinha dito que fazia exercícios físicos na esteira todos os dias pela manhã. E depois ela tem a intuição de que o velho não aparentava estar vivendo um luto profundo, parecia até satisfeito e resignado demais.
Carol se torna obssessiva. Quer descobrir se realmente houve um
assassinato. Larry, que é medroso, tenta persuadí-la a não se intrometer nessa história, mas ela têm a ajuda até de amigo de infância dos dois, que é apaixonado por ela.
O suspense vai crescendo na medida em que Carol consegue a chave do apartamento do velho e acha indícios de que realmente houve um homícidio. Carol também começa a seguir pessoas ligadas ao velho e cogitar possibilidades diante de cada descoberta. Larry se assusta e acha que sua esposa está enlouquecendo.
O humor peculiar de Woody Allen transforma esse roteiro na aventura ridícula de um casal à beira de uma crise cuja mulher descarrega toda sua neurose na hipótese de um homicídio entre um casal de velhinhos. É uma mistura de vida conjugal, investigações, assassinato, dramas pessoais e suspense, tudo isso permeado pelo humor leve e as inteligentes sátiras urbanas no estilo que só podemos encontrar nos filmes Allen criou para deleite de todos nós.