Naquela tarde, Manvima recebeu um telefonema do laboratorio, avisando-o que o exame de sua biópsia de próstata estava pronto.
"Vou já aí buscar; chego em 20 minutos". Sem mais tardar, Manvima entrou no elevador, dirigiu-e à garagem e rumou para o Setor Médico Sul de Brasília. No laboratório, no 1º andar, recebeu um envelope com o resultado do exame. Não quis abri-lo ali.
Pegou o carro e, ao chegar em casa, aí sim, abriu o envelope. <
Br/>-Deus meu, deu positivo.
Os exames detectaram um carcinoma em fase inicial.
Primeiro, Manvima telefonou para a sua mulher, avisando-a. Em seguida, por e-mail, fez o mesmo comunicado à filha, na Philladelphia.
Nos dois dias seguintes, os parentes mobilizaram-se e sugeriram que Manvia não deveria submeter-se a uma cirurgia. Ele acabou a sugestão, pegou um avião no dia seguinte e rumou para São Paulo, para uma consulta com médico do Hospital Sírio-Libanês. Surpresa: nao seria necessária cirurgia. O médico, professor da Escola Paulista de Medicina, disse-lhe que o médico de Brasília exagerara ou falhara. Falhou.