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Gagueira em adolescentes - Parte II

Autor : acessa.com
Resumo de : ragazzi
Visitas : 133  palavras: 600   Publicado em: setembro 12, 2007
Em relação às dificuldades na fala, na linguagem, na voz e em outras manifestações na comunicação, o importante é que devemos sempre levar em conta a conduta individual na hora de fazermos avaliação. A história de cada pessoa é que vai nortear toda a conduta terapêutica, desde a entrevista inicial, a avaliação, o processo terapêutico e o prognóstico.

A entrevista inicial – Em geral nos deparamos com história de gagueira dos adolescentes iniciada na infância e que ainda não procuraram tratamento adequado, ou ainda casos de tentativa de terapias, mas que não obteveram resultado esperado. Há casos, em menor proporção, de adolescentes que começaram a gaguejar nesta fase. As frustrações existem, mas desistir é o pior caminho a ser seguido.
A história referente à gagueira deve ser narrada pelo adolescente ou pelos familiares com a intenção em colaborar com fatos que possam ser bastante significativos para este momento de entrevista inicial. Devemos entender que todos os dados são importantes, portanto, quanto mais rica for a narração, melhor para todos.
O fonoaudiólogo estará atento, ouvindo e valorizando a narrativa. Neste momento devem ser esclarecidas as dúvidas e estabelecidos os passos do processo terapêutico. Todos envolvidos com o tratamento terão responsabilidade para facilitar a comunicação. A própria condição de gaguejar já implica a necessidade de uma uma comunicação fluente na relação terapeuta-família-cliente.
A avaliação – A avaliação inicia-se já na entrevista inicial. Num outro momento, após ter registrado os dados pertinentes à história de vida e da gagueira do adolescente cliente, avalia-se a postura corporal, global e específicas da região orofacial (boca, bochechas, língua, expressão facial).
Na postura corporal, observam-se as tensões, a respiração, a fluência da fala, o discurso, os sentimentos, as emoções. Lembrando-se que todas as informações durante o discurso do cliente devem ser relevantes.
O processo terapêutico – depois da entrevista inicial e da avaliação, os próximos encontros estarão dedicados ao processo terapêutico. Em vários momentos o fonoterapeuta deve tentar desmistificar a gagueira, desatando os nós relativos ao preconceito e às questões já previamente estabelecidas sobre as fórmulas de acabar com ela, que não existem.
Como é um processo, na medida em que a relação entre terapeuta-cliente for se solidificando, melhor será a transformação necessária ao bom desenvolvimento do trabalho.
O prognóstico – O prognóstico é um resultado provável do processo terapêutico, que dependerá da condução dos acontecimentos durante ele. Os dois juntos, fonoterapeuta e cliente podem ir discutindo durante as sessões os resultados, as dificuldades, todos baseados em dados da realidade, levando em conta a história do cliente.
Assim, será possível fazer uma previsão sobre o tempo que pode durar o tratamento. É interessante esta interação porque fica mais fácil e democrático dividir as responsabilidades entre os dois.

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