O que éA definição de autismo segundo "The National Society for Autistic Children" - USA - 1978 diz que autismo é uma inadequacidade no desenvolvimento que se manifesta de maneira grave, durante toda a vida. É incapacitante, e aparece tipicamente nos três primeiros anos de vida.
EpidemiologiaAcomete cerca de 5 entre cada 10.000 nascido e é quatro vezes mais comum entre meninos do que meninas. È uma enfermidade encontrada em todo o mundo e em famílias de toda configuração racial, étnica e social.
CausasNão se conseguiu provar nenhuma causa psicológica no meio ambiente dessas crianças que possa causar autismo.
CaracterísticasPara entendermos um pouco melhor sobre o tema e como saber se alguém é autista, citarei algumas das características comportamentais da criança autista. Estas características foram adaptadas, pela AMA-SP (Associação dos Amigos da criança Autista). São elas:
Resistência a métodos normais de ensino,
Risos e gargalhadas inadequadas;
Ausência de medo de perigos reais;
Aparente insensibilidade à dor;
Não se "aninha" ;
Forma de brincar estranha e intermitente;
Não mantém contato visual;
Conduta distante e retraída;
Indica suas necessidades através de gestos;
Age como se fosse surdo;
Crises de choro e extrema angústia por razões não discernivies;
Gira objetos;
Dificuldades em se misturar com outras crianças;
Resiste a mudanças de rotina;
Habilidades motoras fina/grossa desniveladas;
Hiperatividade física marcante e extrema passividade;
Repetição de frases ou palavras;
Apego inadequado a objetos;
Autismo e Terapia OcupacionalObservou-se que o
autista possui dificuldades básicas no seu desenvolvimento. Necessita de muita previsibilidade porque não consegue interpretar com adequação noções temporais. A compreensão da passagem do tempo e do raciocínio seqüencial dos fatos e eventos parece estar muito prejudicada no autista.
Também foi detectado a necessidade que os autistas tem em compreender os espaços, não elaboram com espontaneidade o que vão fazer, quando, e onde. Estas dificuldades somada a observação de que os autistas são extremamente visuais, ou seja, vêem os elementos de seus pensamentos como imagens concretas e visuais. Em outras palavras, o que pode ser visto e gravado como imagem concreta a nível de cérebro tem função para os autistas; o que necessita de elaboração, introspecção ou interpretação social é extremamente diícil para eles. Daí a grande dificuldade de entenderem a realidade, as regras e os manejos sociais, pois a vida social é pura interpretação e não simplesmente uma imagem observável que pode ser gravada e arquivada como conhecimento.
Diante deste contexto para finalizar citarei um trabalho muito utilizado para o tratamento com crianças autistas, o Método T.E.A.C.H - Treatment and Education of Autistic and Related Communication Handicapped Children (tratamento e educação para autistas e crianças com déficits relacionados à comunicação), da Universidade da Carolina do Norte, Chapel Hill, E.U.A. O método surgiu nos Estados Unidos em 1966, após um trabalho intenso de pesquisas e observações, realizadas pela equipe do Dr. Eric Schopler. Este, propõe um trabalho para a criança autista baseado extremamente nestas características: é visual porque diz a criança o que fazer através de cartões de desenhos com as ações, ele prevê as ações e as estruturas, trabalhando as características de estruturação e previsibilidade.
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