Diabetes
O
Diabetes é uma doença crônica, caracterizada por uma disfunção no pâncreas e pode ser causada pela pouca ou nenhumas produção de insulina, ou pelo organismo não conseguir utilizar a insulina produzida. E este desequilíbrio causa o aumente de glicose no sangue, o que pode ser muito prejudicial ao organismo.
Existem vários
tipos de Diabetes, dentre estes, os principais são: Diabetes Tipo 1, Diabetes Tipo 2, Diabetes Gestacional. Existem outros tipos, mas que são menos freqüentes, como: Diabetes Secundário ao aumento de Função das Glândulas Endócrinas, Diabetes Secundário a Doenças Pancreáticas. Abaixo discutiremos sobre os principais Diabetes:
Diabetes Tipo 1(também referido como diabetes mellitus),
É caracterizado pela destruição das células beta pancreáticos, que pode ser causada pelos próprios anticorpos que identificam as células como “intrusas”. A incidência desse tipo de Diabetes vai a torno de 50%, o que indica que existe um fator ambiental ao mesmo tempo em que uma predisposição genética. Este transtorno pode ocorrer em qualquer idade. Em conseqüência desta grande incidência também é chamada de Diabetes juvenil.
A Diabetes mellitus Tipo 1 surge quando o organismo deixa de produzir insulina ou passa a produzir muito abaixo do necessário para a manutenção dos controles naturais fisiológicos do corpo. As altas taxas de glicose acumulada no sangue com o passar do tempo podem atingir os rins, olhos ou coração. A maioria das pessoas com a DM1 desenvolve grandes quantidades de auto-anticorpos, que circulam na corrente sanguínea antes da doença ser diagnosticada. A destruição da célula beta resulta em uma produção exagerada de glicose pelo fígado e na hiperglicemia em jejum.
Existem evidências importantes de que o ácido aspárticos na posição 57 das cadeias beta do HLA-DQ humano, umas das moléculas CHM classe II, protege contra a formação dos auto-anticorpos que causam DM1. A imunossupressão com fármacos como a ciclosporina produz melhoras na DM1, mas só trará benefícios se o mesmo for administrado antes que sejam perdidas todas as células B.
Diabetes Tipo 2
Esse tipo de diabetes costuma aparecer somente após os 40 anos e não acompanha a perda total da capacidade de secretar insulina. Tem um início insidioso, raras vezes se relaciona com cetoses e em geral é acompanhada por células B de morfologia e de produção insulínica normal, pois as células B não sofrem exaustão.
Um dado grave desta enfermidade é a secreção alterada de insulina. Outro dado é a resistência à insulina, em especial no músculo esquelético, e um terceiro é o aumento da saída hepática de glicose. Existe ainda um grande debate sobre o que se produz primeiro. Existe uma resposta exagerada à glicose, de desenvolvimento lento, mais prolongado que a secundária e uma resposta das células B com tempo inadequado, que não supre a saída de glicose do fígado à um tempo normal.
Os pacientes com DM2 tem uma deficiência de transportadores GLUT 4 de glicose nos tecidos sensíveis à insulina. Existe um componente genético forte nesta forma da doença. Quando um gêmeo idêntico desenvolve diabetes de início na idade adulta, o outro geralmente também tem grande possibilidade de ter, pois o índice de concordância é cerca de 100%.
Diabetes Insípida
É a síndrome produzida quando se desenvolve uma deficiência de vasopressina devido a processos patológicos no núcleo supra-óptico e para-ventricular, no fascículo hipotálamo-hipofisário na glândula hipófise posterior. Calcula-se que 30% dos casos clínicos devem-se a lesões neoplásicas, 30% são pós-traumáticas, 30% são idiopáticas e o restante 10% devem a lesões vasculares, infecções ou enfermidades sistêmicas. Os sintomas de Diabetes Insípida são: a eliminação de grandes quantidades de urina diluída e a ingestão de grandes quantidade de líquidos, mas neste caso o mecanismo da sede permanece intacto. Se o seu sentido de sede e a ingestão de líquidos diminuem, desenvolve-se uma desidratação que pode ser mortal.
Nos pacientes que a deficiência de vasopressina é incompleta e não total, o uso de fármacos que aumentam a secreção deste hormônio, tem grande aceitação. A clorpropamida também é útil, já que aumenta a resposta renal à vasopressina.
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