A grande maioria das vítimas da
mistanásia são pessoas pobres, vítimas da exclusão social e econômica, pessoas que levam uma
vida precária, desprovidas dos cuidados de saúde e que morrem prematuramente.
O termo mistanásia foi sugerido para denominar a morte miserável, fora e antes da hora. Dentre a grande categoria de mistanásia, há três situações: primeiro, a grande massa de doentes e deficientes que, por motivos polítiacos, sociais e econômicos, não chegam a ser
pacientes, pois não conseguem ingressar efetivamente no sistema de atendimento médico; segundo, os doentes que conseguem ser pacientes para, em seguida, se tornar vítimas de erro médico e, terceiro, os pacientes que acabam sendo vítimas de má-prática por motivos econômicos, cientificos ou sociopolíticos.
A mistanásia é uma categoria que nos permite levar a sério o fenômeno da maldade humana.
A mistanásia
pode ser comprovada diariamente em vários meios sociais, pode ser vista frequentemente na Central de Urgência e Emergência, onde se pode presenciar a agonia de pacientes que sofrem junto a seus familiares a espera de leitos vagos nas UTIs. Certo é que a saúde pública necessita ser vista com mais humanidade.
Desta forma, o Estado, enquanto provedor de Dignidade da Vida, deve direcionar todos os esforços no combate à mazelas humanas, como é o caso de milhões de famintos, moradores de rua e outros
miseráveis em condições que atentam contra a vida dígna.
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