O Google foi promovido a doutor. O grupo dos cibercondríacos, pessoas
que costumam buscar na internet informações sobre os
sintomas que apresentam, existe desde o aparecimento das primeiras páginas de busca, e não para de crescer. Segundo dados da empresa Harris Interactive, em 1998, 54 milhões de americanos usaram a internet para encontrar dados sobre doenças. No começo de 2009, esse número era de 154 milhões de pessoas, o equivalente a 67% da população americana.
Diante de tanta procura, o Google estuda criar o Google Health ("Google Saúde"), ferramenta que promete agregar todo tipo de informação ligada à área de saúde. Um dos maiores desafios enfrentados pela empresa é reunir todo o material sem promover a automedicação. Afinal, pessoas não treinadas em medicina podem interpretar de forma errada os sintomas e achar que têm problemas muito mais graves do que na verdade têm.
Mas, em alguns casos, a pesquisa virtual anterior a uma consulta com o médico pode ser uma aliada. É o caso do
transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), transtorno neurológico que causa desatenção e inquietude. Como a doença é pouco conhecida mesmo entre os profissionais da psicologia, os pacientes que têm os sintomas acabam fazendo o próprio diagnóstico ao ler uma reportagem ou pesquisar sobre o tema. Dependendo do tipo de doença, fazer parte de uma comunidade ou grupo de discussão na internet pode até mesmo ajudar os pacientes a se manterem mais firmes no tratamento.