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Shvoong Home>Medicina E Saúde>Ginecologia>Resumo de Menopausa sem medo

Menopausa sem medo

Resumo do Artigo   por:Epitacio Pessoa     Autores: Revista ISTOÉ; Greice Rodrigues; Monica Tarantino
ª
 
Ondas de calor, irritação, cansaço excessivo, insônia, depressão. Até pouco tempo atrás, as mulheres que entravam na menopausa sofriam com esses e outros sintomas. Hoje, uma feliz combinação de fatores está resultando em uma nova maneira de viver na mais delicada fase da vida feminina. Esta nova etapa inicia-se no climatério, período caracterizado pela redução gradual do estrógeno e da progesterona, hormônios responsáveis pelas características femininas. O processo culmina na última menstruação, a menopausa.
Há um incrível esforço da ciência para elucidar o que ocorre no organismo feminino durante esse tempo .São várias informações fundamentais para melhorar a qualidade de vida da mulher durante e após o período. A mais importante delas é a constatação de que o que se faz ou se deixa de fazer nesta fase decidirá em boa parte como será o futuro físico e emocional dessa mulher.
O período equivaleria em importância à chamada primeira infância, que vai do nascimento até os sete anos. Para os pediatras, ela determina em vários aspectos como será o desenvolvimento dos pequenos. O climatério/menopausa, por sua vez, seria a chave para uma velhice saudável e feliz ou, ao contrário, o início do fim. Achados recentes sustentam essa tese. A maioria diz respeito aos impactos provocados pelo desequilíbrio hormonal sobre vários órgãos. Em especial, a queda do estrógeno.Sabe-se que sua ação é muito ampla”, explica o médico César Fernandes, presidente do Conselho Científico da Sociedade Brasileira do Climatério. De fato, os estudos mostram que o estrógeno protege o coração, o cérebro, os ossos, contribui para a vitalidade da pele, ajuda na regulação do humor e na satisfação sexual. Mas pode aumentar a chance de ocorrência de alguns tipos de tumores, como o de mama (a exposição prolongada a esse hormônio favorece o aparecimento da doença). Portanto, se o estrógeno é tão poderoso é evidente que o encerramento de sua produção terá sérias repercussões. Por isso, ou se age rapidamente para conter as conseqüências ou se sofrerá.
A primeira solução encontrada foi a terapia de reposição hormonal, a famosa TRH. O raciocínio era que, se falta progesterona e estrógeno, o jeito é repor os dois hormônios. À primeira vista, a estratégia foi bem-sucedida. Até que um estudo feito pelo Women’s Health Initiative, órgão do governo americano, revelou que a terapia aumenta o risco de câncer de mama e não protege das doenças cardiovasculares. A divulgação desencorajou os médicos a prescrever o tratamento. Nos EUA, houve queda de 50% nas indicações. Coincidência ou não, dados divulgados recentemente sobre os números de câncer de mama naquele país mostraram uma redução de 7% no total de casos em 2003. Para o médico Sérgio Simom, do Instituto Paulista de Oncologia, a redução no uso da TRH pode ter relação com a queda. “A terapia pode estimular o aparecimento de tumor”, afirma. Ainda não há consenso sobre a reposição, vista até pouco tempo atrás como a única solução. As informações alarmaram e motivaram a criação de opções. Uma delas é a terapia de reposição com baixas dosagens hormonais. “As formulações mínimas de hormônios são eficazes e seguras”, garante o médico Fernandes. Simultaneamente, parte dos cientistas corre atrás de alternativas ainda mais seguras. Chegaram aos remédios à base de soja. Descobriu-se que as isoflavonas, substâncias presentes no alimento, têm efeitos semelhantes aos estrogênios. As indústrias farmacêuticas apostaram na descoberta. Hoje, o desenvolvimento de remédios com esse princípio ativo usa as mesmas e modernas tecnologias aplicadas na fabricação dos fármacos mais sofisticados.
Mas o que a medicina entende hoje é que ainda se está longe de uma solução meramente medicamentosa. A única certeza é a necessidade de investir em um estilo de vida saudável para viver melhor no futuro. Isso inclui praticar atividade física, parar de fumar e melhorar o cardápio. Um trabalho da Universidade de Leeds, na Inglaterra, divulgado na última semana, mostrou que ingerir 30 gramas de fibra por dia – o equivalente a duas colheres de sopa de aveia – reduz muito o risco para câncer de mama em mulheres que estavam no climatério. Outro aspecto que vem merecendo atenção é a vida sexual. Por causa da queda de estrógeno, há acentuada redução da lubrificação vaginal e do desejo. Fatores que podem levar o assunto para um campo sofrido tanto para a mulher quanto para seu parceiro. Um dos focos é o estudo dos efeitos de drogas como o Viagra, uma das pílulas contra impotência disponíveis, e também de antidepressivos que melhorariam a lubrificação vaginal e a libido. Uma abordagem recente nesse campo privilegia, novamente, a atitude. Segundo os médicos, o casal deve se esforçar para manter uma rotina sexual intensa. A prática constante mantém em bom funcionamento os canais sangüíneos que contribuem para a irrigação da região vaginal, o que facilita o orgasmo. Amparadas pelos novos recursos, as mulheres estão vivendo a menopausa com maior saúde e maturidade.
Publicado em: 02 maio, 2007   
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