O
adesivo é
uma forma recente de contracepção, mas com eficácia igual a dos anticoncepcionais orais, entre 99,3% a 99,6% (o risco de uma gravidez fica entre 0,4% a 0,7%). O que, talvez possa gerar dúvida entre as mulheres é se a aderência sobre a pele é mesmo segura.
Segundo o ginecologista,
Álvaro Fernando Polisseni, "a adesividade é comprovada. Foram feitos vários testes antes de colocar o produto no mercado. Mulheres usaram o adesivo nos banhos diários, na natação, em saunas e tudo ocorreu tranqüilamente", comenta.
Como usarEm uma embalagem vêm três adesivos, um para cada semana (num total de 21 dias). Ou seja, a mulher inicia o método no primeiro dia de menstruação e fica com o contraceptivo colado à pele por
sete dias consecutivos. No fim da terceira semana, ele é retirado e a mulher fica sete dias sem usar para que ocorra a menstruação.
Existem quatro locais para aderir o anticoncepcional:
braço,
paleta (costas),
abdômen e
acima dos glúteos. Polisseni diz que a atriz Deborah Secco, por exemplo, até já desfilou com um adesivo colado ao braço. "Tem gente que nem desconfia que o adesivo é um tipo de anticoncepcional e pensa que é moda de artista. Acaba se tornando uma forma de divulgar o método".
Quais são as vantagens? A vantagem do anticoncepcional adesivo é que os hormônios (estrogênio e progestagênio) caem diretamente na corrente sangüínea, ótimo para quem possui intolerância via oral. É mais seguro, porque não diminui sua eficácia quando ocorre vômito e diarréia. "Como não é oral, não passa pelo fígado, não ocasionando problemas gastro-intestinais", explica o ginecologista.
Este método também é eficiente para as mulheres que esquecem de tomar as pílulas. "É muito indicado paras as jovens, que esquecem mais freqüentemente que as mulheres adultas", diz.
Se a mulher pára de usar o adesivo, ela retoma a fertilidade, podendo engravidar, diferentemente do método injetável trimestral, em que a mulher volta a fertilidade normal após seis meses. "O efeito contraceptivo só se faz para o mês em que ela usar o adesivo", enfatiza Polisseni.
Outro fator positivo deste método é que ele, assim como a grande parte das pílulas orais, é um pouco
androgênico. Isso significa que o contraceptivo possui um pouco de hormônio masculino, que favorece a
libido. "É bem pouca quantidade, mas ajuda na sexualidade da mulher", explica.
E as desvantagens?A
desvantagem é que se a mulher tem
dor de cabeça ao usar pílulas orais é bem provável que ela sinta a mesma coisa com o adesivo. Podem ocorrer, também, pequenos sangramentos fora do intervalo, no início.
Segundo Polisseni, no mercado, existe uma única marca e o preço é um pouco maior do que as pílulas orais. Por isso, muitas mulheres ainda preferem as pílulas.
Curiosidades Se a quantidade de estrogênio é o responsável por efeitos colaterais, como retenção de líquido, o adesivo possui uma quantidade menor deste hormônio. Você lembra que na matéria sobre as pílulas orais o máximo de estrogênio sintético é de 50mcg, por pílula. Então! Cada adesivo possui 60mcg, que dividido por sete dias, dá cerca de 8,5mcg por dia.
O mecanismo de ação é o mesmo das pílulas orais. O transdérmico
inibe a ovulação por bloqueio no cérebro do hipotálamo-hipofisário, a produção de muco cevical que, no período fértil, favorece a subida dos espermatozóides. Além disso, modifica a motividade das trompas e a nutrição dentro delas e
diminui o crescimento do endométrio, parte interna do útero responsável por acomodar o embrião.
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