O
sangramento vaginal anormal é
uma das queixas que mais levam a mulher ao consultório do ginecologista. É mais comum perto da menopausa e nos primeiros anos da adolescência. A quantidade, o intervalo entre os episódios de sangramento e sua regularidade são utilizados para determinar se
Um sangramento é anormal ou não.
Mas não há uma definição do que é um sangramento anormal. Este diagnóstico deve ser particularizado ao padrão
menstrual da paciente. Normalmente considera-se anormal um sangramento muito acentuado (tanto em volume de sangramento como em quantidade de dias), ou com uma freqüência muito grande. O normal para um ciclo menstrual é ocorrer entre 21 e 35 dias, 2 a 7 dias de fluxo, com cerca de 40 ml de sangramento. Um dos padrões mais utilizados para definir normalidade é a regularidade do ciclo.
Causas As
Causas de sangramento são muito variadas podendo ocorrer em todos os órgãos genitais femininos como a vulva, a vagina, o colo do útero e o útero. O sangramento em cada um desses órgãos está associado a causas gestacionais, orgânicas, clínicas e disfuncionais.
A gestação é um episódio da vida da mulher que pode estar associado a sangramento como por exemplo : abortamentos, gestação ectópica, descolamento de placenta, início de trabalho de parto e placenta prévia, entre outros.
As causas orgânicas são aquelas onde existe uma causa nos órgãos genitais responsável pelo sangramento. Nesse pode-se incluir por exemplo traumas e lesões na vulva e vagina, câncer de colo de útero, câncer de útero, miomas e pólipos uterinos e tumores ovarianos. As causas clínicas são aquelas em que a alteração está em outro sistema. Esta alteração interfere com o funcionamento do ciclo menstrual, como os problemas hormonais, de coagulação, doenças hepáticas e renais.
As causas disfuncionais são aquelas onde há uma alteração no ciclo menstrual da paciente que não pode ser explicado pelas causas orgânicas e/ou clínicas. Os episódios comuns de sangramento disfuncional na mulher são aqueles associados ao sangramento intenso e irregular encontrado muitas vezes em adolescentes nos primeiros anos de vida menstrual e nas pacientes ao redor dos 45 anos, ou seja, nos extremos da vida reprodutiva.
Investigação A investigação deve ser realizada por seu ginecologista que através da história e exame físico detalhados irá caracterizar da melhor maneira o quadro e realizar a investigação diagnóstica adequada. Os exames que poderão ser utilizados por seu médico são a ultra-sonografia, a biópsia de endométrio, a colposcopia, a histeroscopia, a curetagem uterina e a videolaparoscopia.
Tratamento O tratamento é dependente da causa do sangramento. Na maior parte dos casos são utilizados tratamentos hormonais, antiinflamatórios, ablação do endométrio e cirurgia (histerectomia). A escolha do tratamento ocorre de acordo com a causa, a idade e desejo de gestar da paciente.
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