Este artigo teceu algumas questões vivenciadas durante um estágio de Psicologia Hospitalar
em uma Unidade de Hemodinâmica. Desta experiência, surgiram algumas possibilidades e muitos desafios. A despeito do percurso que vêm sendo traçado pela área da Cardiologia, percebemos que esta especialidade necessita se instrumentalizar para atender, seus pacientes, no âmbito das repercussões psicológicas, considerando a hospitalização, como evento que, turva a expectativa mais legítima do Ser Humano: Viver! Buscamos aqui, ainda que como uma garatuja, esboçar a integração da Psicologia a esta serviço, desenvolvendo um protocolo de atendimento que possa minimamente embasar esta prática tão encantadora e desafiadora a todo este perfil que a dinâmica deste setor da cardiologia nos apresenta. A partir da presente proposta, esperamos contribuir para a sistematização de uma prática dentro da instituição hospitalar, considerando o conceito de estrutura em Freud e Lacan que implica numa aproximação da experiência, numa integração do vivido, o que singulariza esta questão tornando-a própria ao campo da psicanálise, integrando essa relação, incluindo a subjetividade em seu campo.
Palavras-chave: psicologia hospitalar, hemodinâmica, protocolo de atendimento.