O desperdício de alimento e o risco para o ambiente
Estima-se que os supermercados no Brasil joguem fora 13 milhões de toneladas de alimentos por ano. Nas feiras livres de São Paulo, mais de mil toneladas vão para o lixo todos os dias. Um quarto de toda produção nacional de frutas, verduras e legumes, não é aproveitada, segundo o programa Mesa São Paulo.
Isso significa que entre 30 e 50 toneladas por dia de comida que poderiam alimentar a população carente são jogadas fora.
Os Estados Unidos, embora sejam os criadores dos bancos de alimentos que recebem doações de sobras e alimentos desperdiçados, jogam no lixo 18 mil toneladas de comida todos os dias.
Só em 2004, foram gastos R$10 milhões no município de São Paulo para controlar os riscos que esses materiais podem trazer ao ambiente e à população. Eles envenenam o solo e os lençóis freáticos e podem contaminar as regiões em torno dos depósitos de lixo. Mesmo os aterros desativados há anos continuam a gerar esses dois produtos, envenenando o ambiente.
O campeão no descarte é o plástico, olhe em volta, no trabalho, nas escolas, nas ruas, em casa, nas lojas.
Cartazes, avisos, envelopes, boletos, caixas, cartões, lenços, toalhas, cadernos, agendas, livros, jornais, revistas, impressos, embalagens - tudo de papel. O papel é o material que mais jogamos fora. Em cada 100 kg de lixo, 39 kg são de papel.
Enquanto na União Européia e nos Estados Unidos cerca de 40% do lixo urbano é reciclado, no Brasil apenas 2% passam pelo processo de reciclagem. Isso acontece porque reciclar é 15 vezes mais caro do que jogar o lixo em aterros.
Pesticidas também oferecem risco
De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), os países latino-americanos enfrentam um risco causado por milhares de toneladas de lixo tóxico proveniente de pesticidas obsoletos, ou que nunca foram usados, que se encontram espalhados por toda a região.
Estoques desses materiais perigosíssimos para a saúde e o meio ambiente podem chegar a 30 ou 50 mil toneladas. Para prevenir um desastre no futuro, a FAO começou a montar em nove países da América do Sul programas de treinamento de pessoal para a destruição desse tipo de lixo.
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