O rejuvenescimento da
pele está entre as áreas em que já são vistos resultados em
tratamento onde são usadas células-tronco.
O procedimento consiste na retirada de um pequeno pedaço de
pele da nuca ou região pubiana, áreas protegidas do sol e ricas em bulbos capilares onde se proliferam as células-tronco. Colhe-se, também, sangue do paciente para o preparo do líquido no qual as células serão cultivadas em laboratório. O tecido colhido é fatiado e induzido a produzir apenas fibroblastos, origem do colágeno e da elastina, substâncias responsáveis pela elasticidade da pele. A fase de multiplicação dura de 30 a 45 dias. Com a implantação de milhões de fibroplastos novos injetados em áreas do rosto, do pescoço e de mãos com rugas, cicatrizes ou marcas de acne incentiva-se um processo de regeneração que é o oposto dos tratamentos cosméticos superficiais, pois é feito de dentro para fora. Os primeiros resultados aparecem um mês após a primeira aplicação. O auge do
tratamento deve acontecer um ano depois. As primeiras pesquisas sobre o uso de células-tronco para essa finalidade começaram nos anos 90 nos Estados Unidos, onde a terapia ainda não foi aprovada pela agência regulatória americana. No Brasil a técnica levou dois anos para ser desenvolvida pela dermatologista Neide Kalil Gaspar, da Universidade Federal Fluminense, em parceria com o biólogo Rodovan Borojevic, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e segundo a médica, não é preciso regulamentar o uso clínico do método no país, pois é como um enxerto de material retirado do próprio paciente, diz. A duração do tratamento é apenas estimada, mas Neide diz que há notícias de estudos americanos de que a melhora da pele dura por muitos anos. O preço, como todo tratamento estético de vanguarda é astronômico: não sai por menos de R$ 18 mil.