CÂNCER
BUCAL
A
região composta pela cabeça e pelo pescoço tem uma alta frequencia
de tumores malignos, devido a grande quantidade de vasos sanguineos,
cavidades naturais, bem como de órgãos sensitivos.
O câncer
bucal ocupa uma posição de destaque entre os tumores malignos que
acometem o organismo, devido a sua alta incidência e mortalidade, de
grande ocorrência no Brasil. A importância do reconhecimento de
alterações do padrão de normalidade como alterações de cor,
volume, consistência, superfície, alterações anatômicas e (ou)
funcionais, somadas aos hábitos como tabagismo, etilismo, dieta
alimentar, risco ocupacional e hereditariedade levam a aventar ou
mesmo fechar o diagnóstico frente a tumores de cabeça e pescoço,
principalmente a de boca. Por isso a grande importância do alto
exame ou de consultas periódicas ao cirurgião dentista ou médico
para revisões periódicas de controle.
O câncer
bucal representa de 3% a 5% do total dos tumores malignos nos países
ocidentais, sendo o carcionoma epidermóide ou espinocelular o mais
prevalente em cabeça e pescoço. Em particular em nosso país, ocupa
uma posição de destaque entre os tumores malignos, devido a sua
relativa incidência e mortalidade.
A sua
origem é desconhecida, considerada multifatorial, porém alguns
fatores são relacionados ao seu aparecimento. Segundo pesquisa
apresentada na Revista da Sociedade Brasileira de Cancerologia, o
câncer pode ser conceituado como uma doença socioambiental, pois
85% dos tumores estão associados ao estilo de vida e a hábitos não
saudáveis como o tabagismo e o etilismo, acrescidos da poluição
ambiental, além da exposição cada vez maior à radiação solar.
Esses
fatores, chamados de co-cancinógenos, nada mais são do que fatores
que predispõem o paciente a desenvolver um tumor maligno na boca. A
causa do câncer é desconhecida, porém os fatores descritos acima e
a exposição prolongada ao sol podem ser responsáveis pelo
aparecimento de lesões cancerizáveis. Lesões cancerizáveis são
enfermidades bucais que, quando não tratadas, podem evoluir para um
câncer. As estatísticas demonstram que 86,07% dos pacientes que
apresentam câncer bucal são homens, sendo que 95,08% destes fumam.
Não
pode mais ser encarada como uma doença de velhos, já que atualmente
tornou-se comum encontrar doentes com idade abaixo dos 40 anos. O
dado mais alarmante é que a incidência do câncer de boca vem
aumentando, sobretudo no sul do Pais.
Todos os
anos surgem cerca de dez mil novos casos de câncer bucal no Brasil.
Até há pouco tempo, a incidência era bem maior entre os homens,
mas atualmente o número de casos vem aumentando, e muito, entre as
mulheres.
Segundo
estatística publicada em 1996 pelo Ministério da Saúde – INCA E
PRÓ-ONCO, o câncer de boca no homem encontra-se em 6º lugar entre
os tumores malignos mais incidentes em todos os registros de câncer
de base populacional. Já no sexo feminino, a incidência desse
câncer é bem menor. Os registros hospitalares de câncer citam que
o câncer bucal está entre 10 (dez) tumores malignos mais frequentes
em ambos os sexos. É mais comum no sexo masculino na proporção de
3:1, que tende a igualar-se em futuro próximo, devido principalmente
à exposição a que as mulheres vêm se submetendo aos agentes
co-cancinógenos, como, por exemplo. O fumo e o álcool. Como
sabemos, e todas as estatística comprovam, esses dois agentes estão
comumente associados ao câncer bucal, pois cerca de 70% dos
portadores dessa patologia são fumantes severos e assíduos
consumidores de bebidas alcoólicas.
A partir
da constatação de que o câncer bucal é um problema de saúde
pública, é importante o conhecimento de sua magnitude no Brasil, e
em particular em nosso Estado e em nossa cidade, no tocante à
distribuição geográfica com estratificações por idade e gênero,
como base de apoio ao seu controle.