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Shvoong Home>Medicina E Saúde>Bioengenharia>Células de veados podem conter chave para regeneração

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Células de veados podem conter chave para regeneração

por : IgorViniciusSartorato    

Autor : BBc Brasil
Células-tronco em chifres de veados podem conter a chave para o segredo da regeneração de membros, acreditam cientistas
do Royal Veterinary College de Londres.

Um novo estudo demonstra que a regeneração das galhadas usa um mecanismo parecido com o do desenvolvimento de membros.
Ambos dependem de células-tronco, que são células imaturas com capacidade de transformar-se em diferentes tipos de tecido.
Ao compreender como o processo se dá, os cientistas poderiam chegar perto de um dos sonhos da medicina: restaurar pernas e braços perdidos em amputações.
Mamífero
Anfíbios como a salamandra tem a capacidade de regenerar partes do corpo, mas os veados são o único exemplo de mamíferos que conseguem ter um órgão complexo - a galhada - completamente recuperado, depois de cortado.
Os chifres são feitos de ossos que crescem, morrem, caem e voltam a crescer.
Apesar de estarem mortas quando são usadas para brigas, enquanto estão crescendo as galhadas são compostas de ossos vivos, cartilagem, vasos sanguíneos e tecidos fibrosos cobertos de pele.
A nova pesquisa aponta para um mecanismo regenerativo diferente do das salamandras. O crescimento de novas galhadas não envolve atrasar o relógio biológico para que as células voltem ao estágio de imaturidade.
No caso dos veados, células-tronco são estimuladas e usam os métodos normais de desenvolvimento, renovação celular e reparação para desenvolver um novo órgão.
A chefe da equipe de pesquisa, Joanna Price, avalia que "a regeneração das galhadas continua sendo um dos mistérios da biologia, mas estamos caminhando na direção de entender como ela funciona".
A pesquisa também indica que a sinalização molecular é importante. Os veados usam as mesmas moléculas compartilhadas por todos os mamíferos, mas de uma forma diferente.
Apesar de ainda estarem longe de entender todo o processo químico e poder aplicá-lo em humanos, os pesquisadores estão otimistas que a longo prazo vão poder também desenvolver novos tratamentos para doenças como a doença de Parkinson.
Publicado em: setembro 05, 2007
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