NOVAS PESQUISAS REVELAM ESTRÁTÉGIAS PARA BLOQUEAR OS PROCESSOS MOLECULARES QUE LEVAM À DOENÇA DEGENERATIVA DA MEMÓRIA.<
BR>O cérebro humano é
um computador orgânico notadamente complexo. Além de captar uma grande variedade de experiências sensoriais, processa e armazena essas informações e lembra e integra fragmentos selecionados no momento certo. A destruição causada pela doença de Alzheimer pode ser comparada ao apagamento de um disco rígido, começando pelos arquivos mais recentes até os mais antigos. Um dos primeiros sinais é a incapacidade de recordar eventos recentes, enquanto lembanças antigas permanecem intactas. Mas conforme a doença progride, tanto as memórias novas quanto as velhas desaparecerem gradualmente, até que as pessoas mais queridas deixam de ser reconhecidas. O medo do Alzheimer origina-se nem tanto da dor física e do sofrimento antecipados, mas da perda inexorável de lembranças de uma vida inteira, que são a base da identidade individual.
ESPERANÇA PARA OS IDOSOS
Cientistas têm se concentrado na hipótese de que um peptídeo chamado
beta-amilóide (A-beta) seja responsável por disparar o rompimento e a morte das células cererbrais em pacientes com a doença de Alzheimer. Pesquisadores desenvolvem atualmente drogas que possam inibir a produção de A-beta e terapias que impeçam a proteína de danificar os neurônicos. Diversas drogas candidatas já estão em testes clínicos para determinar se podem desacelar ou interromper o severo declínio mental causado pelo Alzheimer.
As duas principais características da doença, observadas pela primeira vez pelo neurologista alemão ALOIS ALZHEIMER HÁ CEM ANOS, são placas e emaranhados de proteína no córtex cerebral e no sistema límbico - responsáveis pelas funções cerebrais superiores. As placas são acúmulos encontrados do lado de fora dos neurônios e são constituídas por uma pequena proteína chamada beta-amilóide, ou A-beta. Os emaranhados ficam dentro dos neurônios e de suas projeções ramificadas (axônios e dendritos) e são formados por filamentos da proteína tau. A constatação dessas anomalias iniciou um debate que se estendeu pelo século XX: as placas e emaranhados seriam responsáveis pela degeneração dos neurônios, ou apenas sinalizariam os lugares onde a morte neuronal já ocorreu?
PESQUISADORES AGORA TÊM ESPERANÇA, SENTIMENTO POUCO ASSOCIADO AO ALZHEIMER.
Mirar na A-berta pode impedir o início do Alzheimer ou retardá-lo precocemente, mas se essa estratégia irá curar aqueles em estágios mais avançados da doença ainda não se sabe. Mesmo assim, os pesquisadores têm bons motivos para o otimismo cauteloso. A recente enxurrada de descobertas nos convenceu que a busca por maneiras de prevenir e tratar o Alzheimer não serão em vão.
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