A doença de Alzheimer, que provoca a perda progressiva das funções cognitivas, é a forma mais comum de demência cerebral
e o risco de seu aparecimento aumenta dramaticamente com o incremento da idade.
Atentos a essa circunstância, um grupo de pesquisadores ingleses do Instituto de Psiquiatria do Kings College realizaram um estudo com pacientes de Alzheimer para descobrir se havia relação entre grau de
escolaridade, tipo de emprego e idade de
aposentadoria com o tempo de surgimento da doença.
Os resultados demonstraram que o tempo de aposentadoria tem influência: em média cada ano a mais de trabalho retardou em seis semanas o aparecimento dos sintomas da doença.
Embora neste estudo não se tenha chegado a conclusões sobre tipo de emprego e escolaridade, estudos anteriores demonstraram que o grau de escolaridade mais elevado também retarda a doença, uma vez que mais tempo de estudo leva ao aumento das conexões cerebrais, tornando-as mais fortes com o exercício das funções cerebrais.
De modo geral acredita-se que o estímulo intelectual ajude a evitar a doença de Alzheimer.