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Shvoong Home>Medicina E Saúde>Relacionamento de casal. Que bicho é esse? 7

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Relacionamento de casal. Que bicho é esse? 7

por : SueliNascimento    

Autor : Sueli Nascimento


3º Passo: Encontrar a Ética do relacionamento
Armadilhas nos acordos secretos


Pode ocorrer em alguns relacionamentos de os indivíduos fazerem manipulações e não informarem explicitamente ao outro aquilo que esperam dele ou dela. Por exemplo, a tal enamorada do aeroporto pode fazer uso de uma manobra e colocar-se numa posição de “inferioridade” para fazer com que o outro se ocupe dela.
Numa olhada rápida pareceria que ele tem o controle, mas, no que concerne à mulher, ela é quem determina a natureza da situação, assim, enquanto o homem é a “vitrine” do casal é ela quem toma as decisões e encaminha a relação tal qual a eminência parda atrás do político. Claro que toda manobra tem um custo, que aqui pode ser a perda da espontaneidade de quem deseja se manter no controle.


Seja qual for o nível de relação – com seus acordos secretos e a cumplicidade em manter seus aspectos mais íntimos – a situação se complica quando uma das partes já não encontra compensações na manutenção do relacionamento e decide pela separação.
Se a outra pessoa envolvida atribuir à permanência do casamento, namoro ou romance valor de sobrevivência física e/ou psicológica, sofrerá intensamente para sair da relação e talvez necessite da ajuda de um profissional de saúde mental. Há muitas mulheres, e também homens, que se sujeitam a qualquer coisa para não ficarem sozinhos e não precisarem começar de novo.


De onde vem esse medo? Onde foram escondidos seus recursos internos? Durante os grupos os participantes aprendem a reconhecer a riqueza de seus universos internos e a encontrar as saídas para seus próprios labirintos.


A questão é muito complexa, mas refletir e buscar saídas em grupo tem sido uma experiência viável. Na convivência com os grupos heterogêneos – formados por homens e mulheres dos mais diversos segmentos profissionais, de diferentes idades e com suas especificidades sócio-culturais – as atividades terapêuticas possibilitam o reencontro das pessoas consigo próprias, adquirindo melhor autoconhecimento e maior disponibilidade para a interação com outros em condições iguais. A proposta é aprender a cuidar de si mesmo – sem anular o outro para isso – e cuidar da relação – sem sufocar a autonomia alheia – e precisa ser conquistada paulatina e suavemente.
Para isso propomos três momentos que dialogam entre si: a sensibilizaçãogrupal, para descongestionar as vias que conduzem às inter-relações; a experimentaçãodomovimentoexpressivo, como forma de redescoberta e reorganização de funções percepto-sensoriais e as reflexões sobre isso tudo aplicado especificamente ao relacionamento amoroso.


Como resultado da convivência com a diversidade, ocorre a revelação do que cada um compreende por amor e do que espera de um relacionamento. Os participantes dos grupos indicam a importância da incorporação de novos recursos internos, bem como do acesso àquelas capacidades encobertas pela frustração do fim de um relacionamento e, sobretudo, comunicam sua experiência de enamoramento e a necessidade de se revelarem a si mesmo e ao outro.
Agora que os três primeiros passos já foram dados você vai aprender os procedimentos necessáros para transformar seu modo de pensar e agir nos relacionamentos. Envie suas dúvidas para nararaji@hotmail.com .
Colaborou Sueli E. Marinho. Publicado originalmente sob o título "Começar de novo", em "Viver Psicologia" (São Paulo), ano XII, 132:16-19, 2004.
Publicado em: maio 23, 2008
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