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Relaxantes Musculares de Ação Central

Summary rating: 2 stars 9 Avaliações
Autor : TBC
Review by : TBC
Visitas : 592  palavras: 900   Publicado em: abril 19, 2008

Atuam atenuando a dor e o desconforto causados por enfermidades que atingem o SNC.


 


Alterações de Movimento


1. Parkinsonismo: degeneração dos neurônios dopaminérgicos levando a bradicinesia, rigidez, tremores de repouso.


2. Distonia: contrações musculares sustentadas com movimentos repetidos e postura anormal.


3. Tremor: oscilações rítmicas e involuntárias que podem atingir qualquer parte do corpo.


4. Coréia: movimentos rápidos que ocorrem no repouso e no movimento


5. Mioclonia: movimentos rápidos semelhantes a choque que ocorrem espontaneamente ou não.


6. Tiques motores: movimentos simples ou complexos que podem afetar a cabeça ou face.


7. Agitação motora: acatisia quando afeta membros


8. Hipertonicidade:


Rigidez: aumento do tônus muscular


Espasticidade: aumento velocidade-dependente do tônus muscular associado com hiper-reflexia


Síndrome neuroléptica maligna: rigidez muscular, hipertermia, instabilidade autonômica e redução do nível de consciência.


9. Espasmo muscular: contração involuntária dolorosa de um músculo.


10. Ataxia: incoordenação dos movimentos dos membros e da marcha


 


Relaxantes de ação central


Apresentam ação seletiva no SNC e são usados para combater espasmos musculares dolorosos ou espasticidades resultantes de distúrbios músculo-esqueléticos e neuromusculares.


 


Relaxantes de ação direta


Agem diretamente na musculatura esquelética e são utilizados no alivio da espasticidade muscular.


 


Bloqueadores neuromusculares


Atuam na junção neuromuscular principalmente como anestésicos e podem ser despolarizantes ou adespolarizantes.


 


Baclofeno


Modo de ação


Agonista dos receptores GABA B que quando ativados resultam em hiperpolarização, restringindo o fluxo de Cálcio e portando a liberação pré-sináptica de neurotransmissor. Atua também na redução da dor em pacientes com espasticidade.


Farmacocinética


Boa absorção oral,sem interferência alimentar. Pico plasmático de 1 a 3 horas e eliminação de 3 a 4 hs no plasma e 5h no LCR. 15% é metabolizado no fígado e 70 a 80% no rim; excreção urinária.


Efeitos adversos


São dose-dependentes. Sonolência, fraqueza, vertigens, náusea, vômitos, hipotensão.


Outros efeitos: úlcera péptica, retenção urinária, broncoespasmo.


Síndrome de abstinência pode ser causada pela suspensão abrupta levando alucinações, espasticidade, taquicardia, confusão, convulsões


Interações medicamentosas


Exacerbação dos efeitos: álcool, lítio, antidepressivos tricíclicos, antiparkinsonianos.


Usos clínicos


Soluço intratável; espasmos musculares; síndrome de espasticidade resultantes de lesão medular, esclerose múltipla e AVE; e discinesia causada por psicóticos.


 


Carisoprodol


Modo de ação


Bloqueio da atividade interneuronal na formação reticular descendente e na medula espinhal .


Farmacocinética


Absorção oral com efeitos em 30 min; pico plasmático de 4 hs com duração de ação de 4 a 6 hs e meia-vida de eliminação de 8 horas. Metabolismo hepático com menos de 1% de excreção renal.


Efeitos adversos


Fraqueza muscular, hipotensão ortostática, taquicardia, febre, angiodema, broncospasmo. Tolerância e dependência física pode ser causada pelo meprobamato (metabólito). Contra-indicado na porfiria intermitente aguda.


Interações


Sonolência potencializada por álcool e depressores centrais.


Uso clínico


Associado a analgésicos como paracetamol.


 


Carbamato de clorfenesina


Modo de ação


Efeito primário ao nível de medula espinhal e áreas subcorticais. Reduz o turnover dopaminérgico no núcleo estriado e diminui a liberação neuronal de dopamina na substância negra.


Farmacocinética


Absorção oral com pico plasmático de 1 a 2 hs com pico plasmático de 3 a 4 hs e meia vida de eliminação de 1 h. Metabolismo hepático pela via de citocromo P-450.


Efeitos adversos


Vertigem; distúrbios do TGI; hipersensibilidade; sonolência;


Interações


Efeitos exacerbados no uso concomitante com isoniazida e dissulfiran.


Usos clínicos


Espasmos musculares dolorosos; preparações associadas a analgésicos não é útil em distúrbios espásticos e hipercinéticos.


 


Cloridrato de ciclobenzaprina


Modo de ação


Ação agonista no receptor 5-HT2 em nível espinhal e tronco cerebral com inibição de sistemas descendentes serotoninérgicos na medula espinhal.


Farmacocinética


Boa absorção oral. Início de ação 1 h após ingesta e a meia-vida é de 1 a 3 dias. Metabolismo por glicuronidação e a excreção é renal predominante.


Efeitos adversos


Propriedades colinérgicas (contra-indicado em glaucoma e hiperplasia prostática); sonolência; Interações com álcool pode ser fatal; é contra indicado em IAM, hipertireodismo, bloqueios de ramo, ICC.


Usos clínicos


Espasmos musculares dolorosos; fibromialgia; dor crônica não oncológica.


 


Outros Relaxantes de ação central



  1. Metocarbamol: utilizado no tratamento dos espasmos musculares do tétano.

  2. Cloridrato de Tizanidina: utilizada na esclerose múltipla e neuralgia do trigêmio.

  3. Toxina botulínica A


 


Outros fármacos de atuação central utilizados nos Distúrbios de Movimento


•         L-diidroxifenilalanina (L-DOPA, LEVODOPA)


•         Inibidores periféricos da descarboxilase (carbidopa, benzerazida)


•         Agonistas dopaminérgicos (bromocriptina, pergolida, lisurida)


•         Depletores pré-sináticos dopaminérgicos (tetrabenazina)


•         Anticolinérgicos


•         Cloridrato de orfenesina


•         Agentes glutaminérgicos (amantadina)


•         Benzodiazepínicos




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