Entristeço-me muito com o fato de tantos
jovens sofrerem por tão pouco. Nosso
corpo é algo extremamente
precioso do
jeito que é. Aparência não conta, ou
conta pouco. Cuidar da saúde, alimentar-se bem e com calma, ter um sono tranqüilo é uma coisa até sagrada, de reverência ao nosso precioso corpo humano. Devíamos ficar agradecidos por ter todos os sentidos em perfeita forma. Conheço rapazes lindos, sarados, mas intragáveis, antipáticos e ignorantes. Não têm a menor cultura. Não lêem um livro. Não pegam num jornal. Não respeitam um cidadão, jogam papel na rua. Enfim, não têm educação!
Um amigo de um de meus filhos é extremamente simpático e inteligente. Mais parece um pernilongo: alto demais, magro demais e usa um par de óculos redondos e de aros escuros. E daí? É inteligente, interessante, alegre e sagaz. Trabalha, estuda e nos fins de semana faz rapel e escalada. Aprecia a natureza e disso extrai estórias interessantissimas.
O
tempo é inexorável. A impermanência está a nossa volta. A qualquer momento, a doença e a morte podem surgir não se importando com idade ou aparência.
Do fundo do coração torço para que estes jovens - ou até adultos "peter-pan", os metrosexuais - despertem para o tempo que estão perdendo. Tenho 56 anos e só entrei numa academia para completar uma fisioterapia decorrente de um acidente de automóvel.
Estou muito satisfeita comigo mesma do jeito que sou. Até hoje não tenho cabelos brancos!
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