DIABETE MELLITUS TIPO II
Tipo I: destruição das células β, por deficiência absoluta de insulina da natureza auto-imune
ou idiopática ( infecção);
Tipo II: varia de uma predominância de resistência a insulina com relativa deficiência de insulina a um defeito predominantemente secretório, com ou sem resistência insulínica.
Outros Tipos:
- defeito genético funcional da célula β
- defeito genético da ação da insulina
- doença do pâncreas exócrino
- endocrinopatias
- induzidos por fármacos e agentes químicos
- infecções
- formas incomuns de diabetes imuno-mediado
- outras síndromes genéticas geralmente associadas ao diabetes.
Sintomas Clínicos
1. Perda de peso;
2. Letargia, cansaço, desânimo;
3. Infecções repetidas ( dermatite, vulvovaginites)
4. Incontinência urinária, pictúria e enurese noturna;
5. Sinais e sintomas de insuficiência vascular periférica, doença cardiovascular, acidente vascular cerebral;
6. Neuropatia periférica, disfunção erétil;
7. Quadro clínico com complicações crônicas;
8. Indivíduos assintomáticos com fatores de risco para o diabetes.
Fatores de risco:
- Idade superior a 40 anos;
- Histórico familiar;
- Excesso de peso;
- Sedentarismo;
- Colesterol e triglicerídes alto, colesterol bom baixo;
- Hipertensão arterial;
- Doença coronária antes dos 50 anos;
- Diabetes Gestacional prévio;
- Macrossomia ou histórico de abortos repetitivos ou mortalidade perinatal;
- Uso de medicação hiperglicemiante (por exemplo corticosteróides, tiazídicos e ß-bloqueadores).
Tratamento de Diabetes Mellitus Tipo II:
Estratégias: educação e modificação do estilo de vida como suspensão do fumo, aumento das atividades físicas, reorganização dos hábitos alimentares e se necessário uso de medicamento.
Educação alimentar: ponto fundamental do controle:
- visar o controle metabólico ( glicose e lipídeos plasmáticos);
- ser nutricionalmente adequado;
- ser individualizado ( atender as necessidades de acordo com a idade, sexo, estado fisiológico, estado metabólico,
atividade física, doenças intercorrentes, hábitos socioculturais, situação econômica, disponibilidade de alimentos);
- fornecer valor calórico total compatível com a obtenção e ou manutenção do peso corpóreo desejável.
Composição do plano alimentar:
- Os carboidratos deverão representar em torno de 50 a 60% do VCT da dieta. procura-se dar preferências aos carboidratos complexos (fontes de amido) e ricos em fibras;
- As gorduras deverão representar menos do que 30% do VCT da dieta. As gorduras saturadas deverão corresponder, no máximo a 10% do VCT;
- O conteúdo protéico deve ser de 0,8 a 1,0 g/Kg de peso desejado por dia.
Recomendações complementares:
- O profissional deverá insistir nas vantagens do fracionamento dos alimentos, distribuídos em três refeições básicas e duas a três refeições intermediárias complementares;
- Deve-se procurar manter constante a cada dia, a quantidade de carboidratos ingerida, bem como sua distribuição nas diferentes refeições;
- Não é recomendado o uso habitual de bebidas alcoólicas;
- Os alimentos dietéticos podem ser recomendados considerando-se o seu conteúdo calórico e de nutrientes;
- Os adoçantes ou edulcorantes podem utilizados, considerando-se o eu valor calórico.
Mudanças no estilo de vida ativo no tratamento de Diabetes.
Definição: autocontrole.
O comportamento sedentário atinge 70% da população brasileira que superam o risco como tabagismo, obesidade, colesterol alto, alcoolismo e hipertensão. Além da prevalência elevada, a inatividade física acarreta um alto custo social pois a falta da atividade física pode desencadear ou agravar diversas doenças crônicas não transmissíveis.
Atividades físicas simples como caminhar, subir escadas ou passear de bicicleta são excelentes estratégias para a promoção da saúde.
Segundo a OMS: todo indivíduo deve aumentar pelo menos 30 minutos de atividade física moderada de forma contínua ou acumulada na maioria dos dias da semana se possível todos.
Principais barreiras:
A) Falta de tempo;
B) Falta de equipamentos, habilidade e conhecimento.
Lembrando-se que:
- Não precisa estar em forma para começar a ser mais ativo;
- Não precisa sair de casa para ser mais ativo;
- Não precisa dispor de muito tempo, as atividades podem ser facilmente, acumuladas na sua rotina diária;
- A atividade regular tem papel importante no tratamento do diabetes:
Podem prevenir ou retardar o surgimento do diabetes em indivíduos geneticamente predispostos;
Auxiliam na perda de peso;
Reduzem a resistência à insulina e podem diminuir a necessidade de medicamento para o controle de glicemia;
Diminuem o risco de doenças cardiovasculares.
Contra-indicações relativas para a realização de exercícios físicos mais intensos:
- Glicemias superiores a 300mg/dL e cetose positiva;
- Incapacidade de detectar hipoglicemia;
- Coronariopatia clínica;
- Neuropatia grave;
- Retinopatia proliferativa não tratada;
- Lesões abertas, úlceras em pé de diabético;
- Macroalbuminúria.
Obs: Uma avaliação de hipertensão arterial, patologia isquêmica cardíaca silenciosa, nefropatia e neuropatia deve ser feita antes da prescrição de exercícios mais intensos.
Tratamento da obesidade:
Considerando que a obesidade está diretamente ligado a diabete, as reduções de peso associam-se a melhoria significativa dos níveis e índices de controle do metabolismo e reduzem a mortalidade.
Tratamento medicamentoso:
Os medicamentos devem ser empregados quando não se tiver atingido os níveis glicêmicos desejáveis após o uso das medidas dietéticas e do exercício.
A natureza progressiva da Diabetes com aumento da glicemia do jejum, faz com que haja necessidade de aumentar as doses dos medicamentos ou combinar outros agentes com diferentes mecanismos de ação.